sábado, 11 de dezembro de 2010

Sobre estar só

Estive pensando em como a vida sempre me preparou para viver só e como eu nunca consegui aceitar isso. Sempre fui uma pessoa muito ligada aos outros... não sei porque razão exatamente, mas desde que me entendo por gente lembro de gostar de fazer junto. Seja com amigas, seja com a mãe, seja com o namorado. O negócio pra mim era estar junto... o tempo todo se possível. Lembro de menina minha mãe dizer que tinha um "rabo". Bem, o rabo era eu... mas é que eu sempre tinha algo a dizer. Mesmo que ela estivesse no banheiro fazendo necessidades. Estar só me fazia sofrer e isso começou quando adolescente. Meus amigos não tinham hora pra voltar para casa... mas eu tinha. Tentava estender meu limite ao máximo levando minha mãe à loucura de tanto que eu a enrolava. Depois vieram os namorados. Sempre pessoas muito atarefadas, com pouco tempo pra mim. Ou pelo menos com menos tempo do que eu gostaria. De repente me vejo casada e ainda ligada à dificuldade de estar só. E a vida continua me testando e aguardando o dia em que, finalmente, eu me sentirei realizada comigo e com as minhas coisas.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pouco tempo e quanta coisa!!

Joana está perto de completar 2 meses e quanta história já rolou nesse tempo...
Descobri que ser mãe de 2 é duplamente gratificante, mas no início é difícil lidar com a culpa de não conseguir dar a mesma atenção de antes ao primogênito e também de não dar a mesma atenção ao segundo que deu ao primeiro quando bebê. Hum... culpa... ignorá-la é a melhor maneira de viver com ela.
Agora Joana já faz uma rotina bem certinha e tá virando um reloginho... isso facilita as coisas. Eu também estou mais calma, mais feliz, mais confiante. Preciso apenas resolver minha questão profissional para poder respirar em paz. Às vezes me pego sentindo um calor de quem vive um sonho... um sonho que virou realidade. Minhas filhas são assim para mim.

+++++ CARTA PARA JÚLIA +++++
Minha pequena grande menina... quantas coisas novas tem acontecido nesses últimos meses, né?? Imagino o quão assustada vc deve se sentir às vezes. Tantas mudanças... ganhou uma irmã, perdeu um dente, aprendeu não sei quantas palavras, terminou a educação infantil, sentiu a dor de perder uma amiga do peito e a dor de dividir o tempo da mãe. Vejo você mais confiante, mais desafiadora e mais segura. Também anda mais teimosa e sapeca. Viajou pra praia sozinha com a vovó pela segunda vez e descobriu que comer pizza é gostoso. E "gostosa" é como você adora chamar sua irmã. Foi aranha e foi sereia... em um ano só! 
Minha princesa, mamãe gostaria de te proteger de todo o mal do mundo e de poder te preparar para todas as dificuldades que você irá enfrentar na vida. Mas não posso e então rezo. Nas minhas orações peço a Deus que você seja inteligente o suficiente para fazer as melhores escolhas pra sua vida, mesmo que até eu ache que você está errada. Peço a Deus que você seja humilde e gentil para você não precisar passar por cima de ninguém no seu caminho. E, finalmente, desejo que nos momentos de felicidade e mesmo nos momentos de tristeza - porque a vida é assim - você possa se sentir plena.
Minha muleca, sapeca, sem-vergonha... mamãe tem um amor por você que mal cabe no peito e por isso muitas vezes faz meus olhos transbordarem de emoção. É uma alegria imensa e um orgulho danado poder encher a boca e dizer que sou mãe da Júlia Branco. Obrigada por ser você, apenas você, com esse jeitinho amoroso e arisco... um pouco de cada. Obrigada por tudo o que você já me ensinou sobre a vida sem nem saber. Te amo, minha branquelinha banguelinha.