sábado, 30 de abril de 2011

Homeopatia

Resolvi falar desse tema depois de uma conversa que surgiu numa lista de mães aqui de Brasília da qual participo. Percebo que as pessoas estão bem mais "abertas" para a proposta da homeopatia e o foco mudou de "acreditar" para "funciona, mas a longo prazo". Já é um passo, penso.

Minha mãe conheceu a homeopatia depois de muito sofrer com a asma do meu irmão mais velho, na época com 2 anos. Quando nasci ela já era adepta. A asma do meu irmão ficou apenas na memória. Poucos "acreditavam" na homeopatia e, apesar de não ser algo que necessite de prova de fé, ainda existe muita resistência e falta de informação sobre o assunto.

Importante ressaltar que não sou especialista, não sou médica e não trabalho com homeopatia. Apenas fui criada com homeopatia e hoje crio as minhas filhas da mesma maneira por opção. Já usei e tornarei a usar antibióticos ou qualquer outro remédio alopático que se faça necessário em alguma situação pontual específica. Quando é assim, o próprio homeopata pode fazer a prescrição. O que acho perigoso é o uso constante de drogas que - como tal - precisam de dosagens cada vez maiores para surtir efeito e, muitas vezes, para cuidar de um sintoma acaba se criando outro... e o efeito bola de neve segue.

Imagem do Google
A homeopatia tem como foco o indivíduo e não a doença. Dessa forma, geralmente, os homeopatas não buscam diagnosticar a causa de um sintoma e, sim, reequilibrar a força vital da pessoa doente. Para isso é fundamental que o médico tenha sensibilidade para observar o paciente sem julgamentos. Além de  saber olhar para o que está detrás das palavras. Por isso a consulta com homeopatas tende a ser mais demorada. A relação de confiança entre médico e paciente é primordial para que a pessoa se sinta confortável em relatar - sem censuras - sintomas e demais informações observadas. Afinal, o corpo fala. A função da homeopatia é ajudar o próprio organismo a encontrar harmonia de forma natural.


A preparação dos remédios homeopáticos consiste em misturar pequenas quantidades das substâncias ativas em muita água (o álcool auxilia na conservação do medicamento) e agitar bastante. A potencialização (como é denominado esse processo) é que vai fazer despertar as propriedades das substâncias. Essas substâncias, se não diluídas, trariam a uma pessoa saudável os sintomas a que pretendem estabilizar (Lei da Semelhança). Porém, quanto mais diluídas maior a eficácia no tratamento.

Vale ressaltar certos cuidados que se deve ter com os medicamentos homeopáticos. Para tomar glóbulos e tabletes deve-se utilizar a tampa do medicamento evitando o contato com as mãos. No caso das gotas, não colocar o conta-gotas em contato direto com a boca, pois a saliva pode contaminar o medicamento. Guarde os remédios em local protegido do sol, calor, humidade e distante de eletrônicos (celulares, microondas, computador) e de substâncias de cheiro forte (cânfora, cigarro, perfumes, mentol). Deve-se evitar o uso de produtos que contenham essas substâncias quando se estiver fazendo uso de medicamentos homeopáticos. Por exemplo, não utilizar Vick  ou pastilhas de menta simultâneamente ao tratamento homeopático.  


Existem diferentes linhas ideológicas na homeopatia, são elas:
-Unicismo: um único medicamento é prescrito por vez afim de descobrir qual é a melhor substância para o paciente;
-Pluralismo: dois medicamentos complementares são administrados em horários alternados;

-Complexismo: são prescritas duas ou mais substâncias que podem ser administradas ao mesmo tempo;
-Organicismo: muito se assemelha à alopatia, pois o medicamento é prescrito de acordo com o órgão doente.

A homeopatia chegou ao Brasil em 1840 trazida pelo francês Dr.Bento Mure. Mas apenas em 1980 o Conselho Federal de Medicina a reconheceu como especialidade médica. Há alguns anos a homeopatia vem sendo incentivada e implementada, aos poucos, na rede pública através do Sistema Único de Saúde - SUS. Mais informações aqui, aqui e aqui.



Olha quem está sentando agora!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Vacinas: um mal realmente necessário?

Ontem fui vacinar Joana mais uma vez. Comemorei por ser a última dose da tetra que sempre dá reação de febre e dor local na minha pequena. Hoje, diante do jeitinho manhoso dela  (reação), comecei a refletir novamente sobre a necessidade da vacina. Querendo ou não, a favor ou contra, as vacinas são uma agressão ao nosso organismo. Sou do time das pessoas que no fundo não gostam, mas que não tem peito o suficiente para ir contra uma maré tão forte. Afinal, vacina é lei e pronto.

Mas... por gostar muito de uma boa prosa e por reprovar decisões alienadas resolvi pesquisar. Meu intuito - juro - era acalmar meu coração e chegar à conclusão de que "é só uma picadinha, mas é pro seu bem" não é uma falácia. Eis que arrumei um gorila atrás da minha orelha, porque pulga é pequeno demais.

Pouco é falado sobre as vacinas. Os médicos não orientam (porque vacina é lei) e porque foram ensinados assim. Eu, felizmente, já fui orientada pela médica das minhas filhas quanto ao perigo da vacinação excessiva. Muito por alto... ela não entrou em detalhes (porque vacina é lei), mas me aconselhou a administrar apenas as vacinas do cartão. Ignorar as campanhas e as vacinas oferecidas nas clínicas particulares. Acontece que as vacinas possuem elementos químicos tóxicos e existem estudos que relacionam as vacinas até ao autismo, à esquizofrenia e às doenças neuro degenerativas. Além disso, existe toda uma politicagem por trás que ganha amedrontando e manipulando a população.

Bom, ler esses textos me faz pensar. Muito. Acho importante nos deslocarmos da nossa zona de conforto da ignorância para um lugar de questionamento porque é assim que funciona a arte de conhecer e de formar opinião. Dessa forma, não corremos o risco de agir como os macacos.

Por saber que tenho muito ainda a pesquisar, ler, perguntar, me informar... apenas estou certa de que ainda não decidi nada sobre o assunto. Fica a dúvida por enquanto. Mas a dúvida já é o começo.

Sugestão de Leitura: Super-Hiper-Jezebel

"Jezebel era uma criança-modelo, daquelas que todos acham perfeita."

O livro escolhido da semana foi escrito por Tony Ross e publicado pela Editora Martins Fontes, Super-Hiper-Jezebel fala de uma menina que fazia tudo certo e criticava as crianças que faziam errado. 
Imagem do Google
Jezebel é como eu hoje, porque quando criança eu fazia parte do time do "errado". Gostei muito da leitura (depois de ler a segunda vez para entender o final totalmente meio tragicômico). Trouxe uma reflexão interessante sobre o perfeccionismo. Acho que muitas mulheres, mães ou não, "sofrem" com isso. Acontece que tenho tentado tomar mais consciência dos impactos causados por essa minha forma de me colocar no mundo. Impactos no casamento, impactos na educação das minhas filhas, impactos no trabalho. É um tanto quanto difícil flexibilizar quando se é assim e rigidez não é sinônimo de sucesso para muita coisa... vide o fim de Jezebel. Tolerância é palavra-chave.

Eis que lembrei de uma outra leitura - para adultos - interessante sobre o assunto e que me ajudou a perceber meus excessos. Você Pode Ser Feliz Sem Ser Perfeita, escrito por Alice D. Domar e Alice Lesch Kelly, traduzido por Flávia Rossie e publicado pela Editora Sextante. Fica a dica!

Imagem daqui

terça-feira, 26 de abril de 2011

Polêmica: K-k-k-kids

Eu ri demais do post da Carolina! A gente só precisa levar as coisas com mais humor, vai...

É igual quando chega aquelas mensagens detonando o casamento. Você pode ser a pessoa mais bem casada do mundo que em vários alguns trechos você vai se identificar.

É preciso sair um pouco da rigidez das palavras e hiperbolizar os fatos para entender de que "lugar" ela escreveu... e aí nós mães vamos concordar e rir (para não chorar de pena de nós mesmas).

Ela apenas caricaturou muito bem o que temos vivido num país que não pára de crescer - demograficamente falando. Aqui em Brasília, pelo menos, é criança demais!!! Eu adoro e me preocupo. Ao mesmo tempo.
Adoro porque tenho duas crianças e gosto muito que elas tenham companhia e cresçam cercadas de "iguais". A preocupação vem do fato - citado muito bem no post da Carol - da educação estar muito mal das pernas. Muito me incomoda o excesso de liberdade dado às crianças pelos pais. 

A geração da minha avó dava palmada, pouco carinho e educar estava muito próximo do reprimir. A geração da minha mãe precisou soltar essas rédeas... descobriu que conversar era melhor que bater e que demonstrar afeto era fundamental. Minha geração precisa descobrir o meio termo. Não precisamos andar para trás, mas sim educar com LIMITES. 

Imagem do Google

Amar, prover, preparar, corrigir, servir, sugerir, privar e respeitar. Sinto falta do respeito todos os dias. Seja no trânsito, no trato com o garçom, na fila do banco. Seja com o trabalho, com as pessoas, com as diferenças. Ensinar é dar exemplo. Ser pai, mãe... é ser modelo. As crianças aprendem muito com olhos e ouvidos.

O que ficou claro para mim ao acompanhar toda essa discussão (que descobri no blog da Camila - Mamãe Tá Ocupada!!!) é que dói imaginar as situações em que nossas crias lindas incomodaram, é duro ouvir - de novo - a verdade de que somos responsáveis sempre e, por fim, deixa eu ir porque minha criança escandalosa está gritando para que eu troque sua fralda suja de cocô e saque meus peitos pra fora para ela se acabar de mamar. Ufa! Ainda bem que estamos em casa!!!


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Resumão do feriadão

Páscoa é passagem, liberdade, esperança, amor, vida.

Os 2-ao-quadrado viveram intensamente esses últimos dias!



As crianças se esbaldaram e vivemos momentos de muito amor e união! Nosso feriado teve direito a:
- Piquenique no Parque da Cidade;
- Oficinas de Páscoa (Iguatemi e Brasília Shopping);
- Passeio no Parque Olhos D'água;
- Circo Di Napoli (fraquinho...);
- Visitas do Coelho da Páscoa (que deixou muuuuuitas pegadas pela casa);
- Manhã no clube;
- Além de, claro, almoços em família!

E ainda faltou:
- Fazer os cupcakes da Chris do Inventando com a Mamãe que me deixaram com água na boca;
- Fazer cartõezinhos de Páscoa;
- Descansar... (acordei mal da gripe hoje)!


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Coelhinho da Páscoa... você tem que ir embora?! **editado**

Imagem do Google
Ontem eu comecei a separar os ovinhos para presentear as professoras e assistentes da escola enquanto a Júlia fazia tarefa de casa. Então me perguntei como faria para explicar à criança que a gente iria distribuir lembrancinhas de páscoa amanhã (hoje, no caso). Bom... resolvi chamar o coelho. Falei pro papuxo Juan ajudar a distrair a atenção da pequena e num cantinho ao lado da minha cama, logo abaixo da única janela da casa que não tem rede de proteção (basculante), eu salpiquei farinha de trigo, fiz umas marcas de patinhas e coloquei os ovinhos dos professores de um lado e 3 ovinhos - desses pequeninos de esconder - do outro lado. Os dos professores foram marcados com um papelzinho escrito "professores"... com uma letra bem esquisita pra que ela não identificasse como minha. Os outros 3 ovinhos pequenos marquei com "família" (um agradinho pra gente comer na hora! Coelho esperto!). Depois que arrumei tudo chamei a Júlia e o Juan com voz de bronca... perguntei quem tinha largado bagunça no quarto. Ela foi lá no canto... olhou... e com uma carinha de quem presenciou um milagre (somada a um pouquinho de medo) ela olhou pra mim concluindo que aquilo parecia "bagunça" de coelho da páscoa. Em 6 anos foi a primeira vez que coloquei em prática esse desejo antiiiiiiiiiiigo... e mesmo ela já sendo super grandinha foi um momento mesmo mágico! Ver que ela realmente ainda acredita em coelho da páscoa e papai noel. E o que mais dissermos para ela que existe... sem eu nunca ter feito força pra que ela acreditasse. Achei uma delícia! Ela não parava de falar no assunto e ficava pensando em mil formas do coelho ter entrado ali. Ficou com medo também... se coelho entra... entra ladrão?! E eu vi a minha criança ser... criança! Nos dias de hoje isso vale mais que diamantes. A ingenuidade na sua forma mais pura e bela. Ficamos lá um tempo, os três, pensando na sorte que tivemos em receber essa visita tão especial!

Mas aí... depois da Júlia espalhar a grande notícia para quem ela conseguiu ligar (pai, avó...) veio o questionamento. Não será Juju muito grandinha para acreditar em coelhinho da páscoa? Ela não vai pagar mico?! Ui... ouvir isso incomodou. Primeiro porque tirou um tanto da purpurina do momento que tivemos, e depois porque se isso estiver certo o mico terá sido mea culpa. Já tinha explicado para ela que existem pessoas que não acreditam. E que tudo bem. A gente não precisa que elas acreditem para acreditar. Mas... e o mico?! Ah! Mandei o mico pra lá e hoje quando percorriamos o caminho da escola no carro-divã da mamãe voltei a falar que algumas pessoas iam achar essa história toda meio boba, mas que ela não deveria se preocupar. E apenas dizer: EU ACREDITO.

E você?! O coelhinho também passa por aí?

**Na volta da escola ela estava super feliz e não relatou nenhum mico. Sucesso!! Coelhinho, você vai continuar por aqui mais um tempinho.**

terça-feira, 19 de abril de 2011

Você conhece Maurício Leite?

Imagem de http://www.ocontadordehistorias.com
Ontem foi o Dia Nacional do Livro Infantil - data escolhida em homenagem ao aniversário de Monteiro Lobato (um dos mais brilhantes escritores brasileiros do século XX). Não teria dia mais oportuno para assistir a uma palestra com Maurício Leite. Esse encontro fascinante foi promovido pela escola das meninas. Um presente aos pais/cuidadores!


Maurício Leite é uma figura ímpar. Chegou com ar de cansado e disse que estava com preguiça! Para quem é acostumado a falar para crianças, o papo com adultos deve ser mesmo bem menos estimulante. Mas ele foi incrível! Logo se apresentou contando um pouco da sua tragetória de vida... de "menino do mato" criado na roça ao andarilho singular que vai de canto a outro do globo promovendo leitura. Atualmente, reside em Portugal (Cascais) por não ter trabalho por aqui! Mais um brasileiro que brilha aos olhos do mundo, mas não é valorizado no próprio berço.

Maurício Leite é um artista encantador educador. Arte-educador. E isso é bem mais que apenas um nome bonito dado aos professores de artes. Ele ensina movido pela paixão. Paixão pelos livros. Certo de que bons leitores são formados desde pequeninos, idealizou o Projeto Mala de Leitura e passou a carregar uma mala lotada de livros, livros de todos os jeitos. Levou essa mala aos lugares mais remotos onde as crianças não tinham acesso à leitura. Muitas conheceram um livro através de suas mãos. Trabalhou com índios, foi da África à Europa com a missão de transmitir conhecimento e cultura.

“Acredito que as melhores formas de desenvolvimento
de um país são a educação e a leitura. A primeira nos dá instrução;
a segunda, cultura. Sem educação e sem cultura, não há desenvolvimento.”

Maurício Leite

O encontro ficou ainda mais gostoso quando Maurício leu para nós! Ele nos contemplou primeiramente com "O Sindicato dos Burros" escrito em 1974 por Fernando Correia da Silva e ilustrado por Maurício Veneza, publicado pela Editora Lê. Depois veio "O Julgamento do Chocolate" escrito por Alexandre de Castro Gomes e ilustrado por Conceição Bicalho, publicado pela Editora RHJ. Divertidíssimo! Mas também teve drama... "Fico à espera" escrito por Davide Cali, ilustrado por Serge Bloch e traduzido para o português por Marcos Siscar, publicado pela Editora Cosac Naify. Muito emocionante... fiquei com os olhos cheios d'água. Por fim, para responder à pergunta de uma mãe sobre a influência (negativa) da televisão sobre a leitura, ele encabeçou o "Liga-Desliga" escrito por Camila Franco, Jarbas Agnelli e Marcelo Pires, publicado pela Editora Companhia das Letrinhas. Sensacional! Fica a dica.


Maurício Leite lendo "O Sindicato dos Burros"

O último momento do encontro foi marcado pela abertura da Mala de Leitura. Maurício nos mostrou um pouco dos seus "tesouros". Livros em formato de caixas, brinquedos artesanais incríveis, livros minúsculos e livros que traziam histórias além de suas letras. Por fim, ele falou da responsabilidade que temos nas mãos. Ressaltou a importância fundamental da participação dos pais/cuidadores na formação do intelecto infantil. As crianças são apresentadas a tantos estímulos externos que mínguam momentos reflexivos ou imaginativos. O computador, a televisão, o shopping... ocuparam lugares importantes no cotidiano infanto-juvenil criando uma legião de TDAH's e a geração Ritalina. O estímulo pelo prazer da leitura é também um exercício de resgate à cultura, à história, ao conhecimento. Repetindo as palavras do Maurício, o maior legado que nós pais/cuidadores podemos deixar aos nossos filhos é conhecimento e cultura. Isso é poder.

Maurício e a Mala

Só tenho a agradecer à escola e ao Maurício Leite pela oportunidade desse encontro de luz. Maurício, foi um imenso prazer!

**Texto escrito por uma mãe viciada em computador, que tem por programa favorito passear no shopping, mas que aprendeu a duras risadas a real importância de educar crianças apresentando um mundo bem maior que nosso umbigo. Um mundo em que nossos desejos são apenas minúsculas partículas do todo. Um mundo de diversas caras e cores. Um mundo de ar, terra, água, animais e flores.**

Momento tiete

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Onde termina o incentivo e começa a projeção...


Imagem do Google

Estou hiper animada com a nova rotina de atividades extra-classe da Júlia. Ano passado ela fazia (bem mais ou menos) natação. Só. Esse ano ela faz ballet na escola 2 vezes na semana, natação também 2 vezes na semana, patinação artística sábados e domingos, além de ballet numa academia de dança aos sábados. Ufa! Uma correria sem tamanho! Mas é uma delícia vê-la gastando energia e se empenhando em fazer o melhor. Isso porque a turma da natação e do ballet na academia já estão bem adiantadas... então ela está correndo atrás. Na patinação  tem umas outras 2 meninas começando como ela.

Eu que sou fã de esportes e tive oportunidade quando criança de fazer um pouco de tudo estou amando essa nova fase na vidinha dela. Claro que a mudança rendeu um resfriadinho... e uma pulga atrás da orelha da mamãe aqui. Explico. Eis que no meio da aula de ballet da academia - que é super rígido - eu me deparo com uma ansiedade (em mim) nada saudável. Elas estão ensaiando uma coreografia que tem corda. Elas pulam corda. Só que a Júlia não sabe pular corda - sem parar - ainda. Todo final de aula a professora frisa a importância dela treinar e treinar. E treinar mais. Acontece que ao longo da semana a bichinha tá super sem tempo... e o único horário que ela pode pular corda é à noite... assim que chega da escola. Mas aí só tem farrapo de Juju. Obviamente, bate a preguiça e ela não pula nem dois minutos. Eu converso, explico a importância dela não ficar para trás e peço que ela se esforce mais. 

Na última semana, porém, cheguei a brigar com ela por conta disso. E depois... analisando a minha forma de lidar com a situação percebi que a gente se envolve tanto com as atividades dos filhos que é como se elas passassem a ser nossas. Minhas falas são sempre algo assim: "Acelera, Júlia... se não A GENTE se atrasa para a natação". Por que "a gente"? E isso me levou a perceber que quando briguei com ela por conta da corda e fiquei chateada por ela não se puxar um pouco mais... eu tava falando de um lugar que não é meu. Eu tava prevendo que ela ficaria com vergonha de ser a única no espetáculo a errar. Eu como mãe não ficaria com vergonha, mas a criança que ainda vive dentro de mim sim. Já passei por frustrações assim na infância e fico transmitindo lições de como se relacionar com as tarefas dela do meu jeito (errado). Se não serviu pra mim por que serviria pra ela? Eu sofria. Muito. E ela parece estar curtindo, descontraída. 

Tudo isso me faz voltar às discussões sobre a mulher versus o perfeccionismo. Estou criando uma perfeccionista. Mas eu só quero criar uma criança. Para o mundo, sim. Para a vida. Mas eu não preciso interferir na vidinha dela antes. Apenas apoiar o depois. A ansiedade que percebi no meio da tal aula era de que ela conseguisse logo pular a corda. Algo que parece bobo e natural... não fosse por ser uma expectativa minha. Como se a criança em questão fosse eu. De novo.

Júlia bailarina


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sugestão de leitura: Eu Sou Máximo, O Gato Isso É Fato

Toda semana a Júlia pode pegar até 4 livros na biblioteca da escola. Sempre tem aquele que a gente gosta mais e repete todas as noites na "hora do livro".

*Abre parênteses* Desde que me tornei mãe sempre fui incentivada pela minha (mãe) a brincar com minha filha. Brincar mesmo... tipo sentar no chão e deixar a minha criança se divertir. Acontece que minha criança passou muuuuito tempo adormecida e  isso não era tão fácil para mim. Acabava delegando a função ao pai, à avó (já que deu a ideia, né?!rs) e, na época, à babá (que não temos mais). Porém, a culpa estava sempre presente e eu continuava me cobrando. Até porque tinha tido um modelo de mãe dessas que se desdobram para divertir os filhos. Eis que descobri o que adoro fazer com ela. Ler. É uma diversão só! Faço vozes e leio o mesmo livro várias vezes. Gosto das histórias mais longas e da docilidade das poesias infantis. Vamos ler, então?! *Fecha parênteses*

O escolhido da semana foi:

Imagem do Google


O livro é o máximo! Escrito por Debby Carman em versos rimados ele aborda um assunto bacana que atinge direto a autoestima das crianças. Gostar de nós como somos... sem nos importar com aparências e sim com nossa essência de fato!

Tema super oportuno lá em casa...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Carta para Joana: 6 meses (post atrasado)


Domingo passado você completou 6 meses. Tempo suficiente para mudar por completo o mundo que a cerca. Não apenas pela sua chegada em si, mas pelo o que você desperta nas pessoas que convivem com você. 

Em tão pouco tempo já é possível perceber que você não gosta de ser contrariada, mas que poucas são as coisas nesse mundo capazes de estragar seu humor. Sono, fome e ficar só. Sua alegria é contagiante e você chama muita atenção por onde passa. Isso às vezes deixa sua irmã chateada. Aliás, sua irmã é sua fã número 1 e você já dá gritinhos e fica toda agitada quando ela faz uma farrinha com você. Às vezes mamãe briga com ela, porque você ainda é muito pequena para algumas brincadeiras.... mas você dá gargalhadas! Acho que serão parceiras logo, logo! Você ainda não senta sozinha e nem consegue mudar de posição ao dormir, mas já se vira bem com a chupeta... tira e põe da boca com facilidade muitas vezes. Tem as mãozinhas mais curiosas que já vi! Quer pegar o celular, a máquina, o papel, o remédio e o que mais passar na sua frente. Os cabelos da sua irmã então... pega, agarra e não solta por nada!! E ela ainda briga comigo. Seus brinquedinhos favoritos são os mais durinhos e barulhentos. Chocalhos. O problema é que às vezes você se bate com eles. E dói, né?! Por algumas semanas seu soninho à noite ficou muito ruim. Mamãe não sabe porque, mas fica feliz por agora você estar acordando no máximo duas vezes. Você já identifica com o olhar quem é o papai, a mamãe, a Júlia, a vovó! Como você é esperta!

Minha filha amada, tão querida! Obrigada por existir! Tenho muito orgulho de ser sua mãe. É muito emocionante acompanhar o seu desenvolvimento e suas descobertas. E adoro o carinho que você faz no rosto da gente... tão dengosa. Parabéns, meu anjo. Minha princesinha.


Carnaval 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Maternidade Real (blogagem coletiva): Casamento pós-filho




Carol lançou o tema... e eu amei! Estreio minha participação na blogagem coletiva falando um pouquinho sobre as mudanças no casamento depois da chegada de um filho. Busquei inspiração em experiências próprias, mas também em histórias contadas por amigas, conhecidos ou gente que nunca nem vi. E parece mesmo que muita coisa é igual pra todo mundo.

Na teoria, sonho realizado. Família completa. Na prática, geralmente, o nascimento de um filho abala (efeito tsunami) o casamento.

As mudanças surgem ainda na gravidez. A descoberta para cada família tem um significado. Uns comemoram porque já esperavam, outros choram porque não imaginavam, uns choram de alegria, outros riem de nervoso. Eu tive duas surpresas. Chorei de medo nas duas vezes. E comemorei logo depois que o medo passou. Acredito que as mães são agraciadas com a vinda dos anjos de Deus. Mas... logo bate o enjôo, a prostração, o sono, a TPM sem fim. A barriga cresce, a balança sobe, a bochecha aumenta e os peitos (apesar de doloridos) ficam lindos! Ácido fólico, ômega 3, vitaminas e consultas. Muitas consultas. Meias Kendall, soutien até para dormir e roupas para grávidas. Compras, compras, compras. Como a gente gasta com coisas de bebê! Tudo é lindo! Cansaço. Barriga pesada. Sono. O bebê chuta, as pessoas falam com a sua barriga, o filho mais velho começa a demonstrar ciúmes e a gente se preocupa. Se preocupa com o parto, com o pós-parto, com a amamentação, com a saúde do bebê. Enfim... e o marido nisso tudo???!!! Ah! Ele conta pra todo mundo que vai ser papai e os amigos tratam logo de lembrar que é preciso "beber o mijo". Tradição.

O filho nasce e tudo muda! De novo. A barriga amolece, a cinta aperta, o peito vaza e o bebê chora. Mas como é lindo o bebê!! A gente é tomada por um sentimento único, perfeito. Amor. O verdadeiro Amor. Incondicional. A gente ama até ter que levantar 5, 6, 7, 8... vezes à noite. A gente ama até fralda suja de mecônio. Argh! E ama. A gente ama dar banho, a gente ama passear no solzinho das 9h, a gente ama ver o bebê dormir. E o marido nisso tudo???!!! Tem os que participam demais, tem os que "ajudam" a mãe e tem os que colocam a foto do bebê no facebook convidando a galera pra cumprir a tal tradição. Tem outros também. Tem tantos.

Bom, mas pra não fugir ao tema do post... e o casamento nisso tudo?!
Os casais que não tinham filhos, que não tinham muito horário, que viajavam sempre nos feriados emendados... de repente se vêem diante de relógios para acompanhar os intervalos das mamadas, visitas para conhecer o bebê, noites mal dormidas ou nem dormidas, quarentena e saudades estranhas. Saudades de uma liberdade que nunca mais voltará, saudades das farras com os amigos, saudades do cinema, saudades de sair da cama só quando ela pinicar e... saudades daquele bebê que não acorda mais não?? Já dorme há 4 horas seguidas... Será que tá tudo bem?! Vou espiar...
Os casais que já tinham filhos passam pelas mesmas coisas, mas umas não trazem mais tanta surpresa. Além de tudo surgem preocupações sobre como apresentar o bebê ao mais velho. Como fazer o irmão participar para minimizar o ciúmes. Como colocar limite em "mãozinhas nervosas". Como continuar atendendo todas as necessidades práticas e afetivas do primogênito.

Em meio a esse turbilhão de novidades fica para a mulher a cobrança de dar conta de tudo e ainda ser magra, bonita, feminina, alegre, engraçada, sexy e bem vestida. Mesmo que o marido não verbalize qualquer insatisfação a mulher/mãe se cobra internamente. Isso porque no espelho ela vê quilos a mais, olheiras, roupas só de botões, vontade zero de perder tempo fazendo sexo podendo dormir. Alguns homens dizem que entendem, alguns realmente entendem e outros não ajudam em nada e cobram.

Este post, infelizmente (porque eu adoraria ter a chave da questão), não pretende ser conclusivo. É interessante saber o que deu certo para cada um. Eu sei que para outros simplesmente não deu certo. Penso que a nova onda dos casamentos é mudar o foco. Tem leitura interessante mais ou menos sobre isso. Acredito que se desligar da expectativa idealizada feminina de marido bonito, perfeito, participativo, companheiro, amigo, paizão, sensivel e cheiroso... tudo isso ao mesmo tempo e o tempo todo é o primeiro passo. Aceitar que a paternidade é diferente da maternidade em TODOS os aspectos... o segundo passo. Agradecer - todos os dias - a possibilidade de poder construir um lar de carinho, respeito, amor e tranquilidade para um anjinho de Deus, mesmo que o pai dele não goste de fraldas de cocô, choros noturnos e nem sequer de lavar a louça ou arrumar a cama, terceiro passo. E por ai vai.

Um dia o bebê cresce, você começa a discutir com o marido quem vai levar ou buscar nas baladas, depois vocês vão falar mal do namorado esquisito da filha, chega o dia em que o filho sai de casa e aí vai bater uma saudade estranha. De novo. Saudades do barulho, saudades da correria pra não atrasar pra escola. Saudades da companhia no banheiro, saudades até das brigas e birras. E aí você vai se deitar no peito do marido e perceber que viveu o verdadeiro conto de fadas.

Desenho da família (Júlia 08/04/11)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Preciosidades

Há momentos na vida que se transformam em marcos de maturidade. No meu caso, marcos de maternidade. Ser mãe fez de mim uma pessoa melhor. Ser mãe de duas faz de mim melhor a cada dia.


Ontem vivenciei um momento tão singular e singelo. Tal qual observar o assobio de um passarinho em meio à agitação da mente. Um momento como esse... em que se pára por um instante apenas. Um instante de encantamento.


Ontem, à noite, enquanto amamentava Joana comecei a acarinhar seu corpinho fazendo uma leve massagem para que ela sentisse e tomasse consciência de cada pedacinho dela. Pézinhos, pernas, barriguinha, braços, mãozinhas e orelhas. Júlia se aprontava para tomar banho. Estava no banheiro sentada em seu trono real folheando umas tantas histórias que sempre ajudam nessa hora. Percebi que Joana fechava os olhos sempre que eu tocava suas orelhas. Não um simples piscar de olhos... os olhos fechavam e abriam tão lentamente que era nítida a sensação de prazer. Mantive o carinho. Envolvida nessa descoberta gostosa de repente percebo os sons que Júlia fazia. Sssss Iiiiiii Lllll Vvvv Iiiiii Aaa. Silvia. Quanta emoção senti! Silvia era a personagem da história. A primeira que ouvi Júlia, de fato, ler. Joana adormeceu em meus braços...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Logicamente!

Visualiza a cena:
Eu e Júlia sentadas no sofá assistindo nickelodeon quando nos intervalos comerciais aparece Sam do i-Carly (programa que a Juju adora!) falando alguma coisa da qual não me lembro mais.

- Mãe, o que é aquilo escrito ao lado da Sam?!
- É o nome de verdade da atriz, filha. Jannette.
- Ah, tá! Tipo assim... Já a Net chega, né?!

Corta pra segunda cena:
Eu me acabando de tanto rir...