sábado, 30 de abril de 2011

Homeopatia

Resolvi falar desse tema depois de uma conversa que surgiu numa lista de mães aqui de Brasília da qual participo. Percebo que as pessoas estão bem mais "abertas" para a proposta da homeopatia e o foco mudou de "acreditar" para "funciona, mas a longo prazo". Já é um passo, penso.

Minha mãe conheceu a homeopatia depois de muito sofrer com a asma do meu irmão mais velho, na época com 2 anos. Quando nasci ela já era adepta. A asma do meu irmão ficou apenas na memória. Poucos "acreditavam" na homeopatia e, apesar de não ser algo que necessite de prova de fé, ainda existe muita resistência e falta de informação sobre o assunto.

Importante ressaltar que não sou especialista, não sou médica e não trabalho com homeopatia. Apenas fui criada com homeopatia e hoje crio as minhas filhas da mesma maneira por opção. Já usei e tornarei a usar antibióticos ou qualquer outro remédio alopático que se faça necessário em alguma situação pontual específica. Quando é assim, o próprio homeopata pode fazer a prescrição. O que acho perigoso é o uso constante de drogas que - como tal - precisam de dosagens cada vez maiores para surtir efeito e, muitas vezes, para cuidar de um sintoma acaba se criando outro... e o efeito bola de neve segue.

Imagem do Google
A homeopatia tem como foco o indivíduo e não a doença. Dessa forma, geralmente, os homeopatas não buscam diagnosticar a causa de um sintoma e, sim, reequilibrar a força vital da pessoa doente. Para isso é fundamental que o médico tenha sensibilidade para observar o paciente sem julgamentos. Além de  saber olhar para o que está detrás das palavras. Por isso a consulta com homeopatas tende a ser mais demorada. A relação de confiança entre médico e paciente é primordial para que a pessoa se sinta confortável em relatar - sem censuras - sintomas e demais informações observadas. Afinal, o corpo fala. A função da homeopatia é ajudar o próprio organismo a encontrar harmonia de forma natural.


A preparação dos remédios homeopáticos consiste em misturar pequenas quantidades das substâncias ativas em muita água (o álcool auxilia na conservação do medicamento) e agitar bastante. A potencialização (como é denominado esse processo) é que vai fazer despertar as propriedades das substâncias. Essas substâncias, se não diluídas, trariam a uma pessoa saudável os sintomas a que pretendem estabilizar (Lei da Semelhança). Porém, quanto mais diluídas maior a eficácia no tratamento.

Vale ressaltar certos cuidados que se deve ter com os medicamentos homeopáticos. Para tomar glóbulos e tabletes deve-se utilizar a tampa do medicamento evitando o contato com as mãos. No caso das gotas, não colocar o conta-gotas em contato direto com a boca, pois a saliva pode contaminar o medicamento. Guarde os remédios em local protegido do sol, calor, humidade e distante de eletrônicos (celulares, microondas, computador) e de substâncias de cheiro forte (cânfora, cigarro, perfumes, mentol). Deve-se evitar o uso de produtos que contenham essas substâncias quando se estiver fazendo uso de medicamentos homeopáticos. Por exemplo, não utilizar Vick  ou pastilhas de menta simultâneamente ao tratamento homeopático.  


Existem diferentes linhas ideológicas na homeopatia, são elas:
-Unicismo: um único medicamento é prescrito por vez afim de descobrir qual é a melhor substância para o paciente;
-Pluralismo: dois medicamentos complementares são administrados em horários alternados;

-Complexismo: são prescritas duas ou mais substâncias que podem ser administradas ao mesmo tempo;
-Organicismo: muito se assemelha à alopatia, pois o medicamento é prescrito de acordo com o órgão doente.

A homeopatia chegou ao Brasil em 1840 trazida pelo francês Dr.Bento Mure. Mas apenas em 1980 o Conselho Federal de Medicina a reconheceu como especialidade médica. Há alguns anos a homeopatia vem sendo incentivada e implementada, aos poucos, na rede pública através do Sistema Único de Saúde - SUS. Mais informações aqui, aqui e aqui.



3 comentários:

Mãe de Duas disse...

Adorei o post. Estou começando a pesquisar sobre a homeopatia e considerar como possível tratamento para minhas filhas. Texto bem elaborado!
Beijo
Priscilla

Luíza Diener disse...

menina, que post completíssimo!

adorei muito!

também sou adepta da homeopatia, bem com acupuntura e faço uso da primeira desde muito pequena.
foi ela que me curou de uma bronquite alérgica quando antibióticos pareciam muito agressivos para o tratamento.

funcionou e continua funcionando sempre comigo.
não a longo prazo, mas a prazo médio, mesmo.

beijos

Marusia disse...

Oi, Fabiana!
Também fui criada com homeopatia. Meu pediatra hoje é pediatra das crianças. Sabe o que eu mais amo no método? É eficaz, com suavidade. E, ao contrário do senso comum, apesar das chamadas "doses homeopáticas" e da frequência com que devem ser dadas, o resultado é rápido.
Como uma coisa tão diluída faz tanto efeito? Não sei explicar, mas atesto o sucesso.
A informação sobre cânfora, eucalipto e menta é superbacana, e inclui creme dental, pasta de dente e chiclete. Quando meu médico me explicou, muita coisa fez sentido (eu era uma viciada em Vick... chuif).
Beijo!
Marusia