sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sugestão de Leitura: Os Bagunceiros Na Terra Dos Futriqueiros

Imagem daqui
Essa semana a Júlia trouxe da biblioteca da escola o livro Os Bagunceiros Na Terra Dos Futriqueiros. Escrito por Pierre Cornuel e publicado pela Editora Caramelo, o livro agradou tanto que virou leitura diária... e acho que vai continuar assim até segunda que vem quando ela tem de devolvê-lo.

A história é sobre dois grupos de sapinhos, os Bagunceiros e os Futriqueiros, que não se gostam. Vivem competindo sobre quem é o melhor. Até que um dia a água da lagoa seca e eles precisam passar lama no corpo para se refrescar. Resultado... não se sabe mais quem são os azuis e quem são os vermelhos. Mas eles continuam a competir entre si. Até que cai a chuva e eles percebem que estão todos misturados. Para completar, um grupo de estrangeiros chega com um monte de fantasias e eles aprendem a se divertir todos juntos.

Júlia amou!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Programa Mãe&Cia sobre ballet e pézinhos tortos

Hoje curti a entrevista sobre ballet clássico que passou no programa Mãe&Cia no GNT. Achei interessante a observação sobre a indicação do ballet para auxílio na correção de pés tortos... veja o vídeo!



O ballet tem sido muito bom para a postura e para a consciência corporal da Juju. Isso sem falar no exercício da disciplina que a atividade proporciona.


Falei aqui sobre os pézinhos tortos da Joana. Eles estão cada vez mais retinhos, mas como o pai pisa torto até hoje... acho que teremos duas bailarinas aqui em casa logo, logo!


Júlia no dia da sua primeira apresentação de ballet

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Filho de peixe, nem sempre, peixinho é

- Mãe, hoje eu tenho aula de quê?
- Educação Física e Filosofia, filha.
- EBA!!!!!!!!!!!!!!!!! Iupi, iupi!!! FILOSOFIA é a melhor!!!!!!

(???? No meu caso, educação física era sempre a melhor!)

sábado, 21 de maio de 2011

Você já slingou o seu filho hoje?

Eu já! E a cada dia fico mais apaixonada pelo Sling. Não sei se porque a cada dia minha baixinha está mais pesada... ou se é porque às vezes me sinto grávida de novo! Só que sem a ansiedade de saber como será o rostinho do bebê... poque ela está ali... sorrindo pra mim. Amo!


No início eu tive um pouco de dificuldade de manusear o Sling e como a Joana ainda era muito molinha eu ficava com medo... e ela nervosa. Não conhecia ninguém (ao vivo) que usasse e pudesse me ajudar. Mas ela foi crescendo e eu fui insistindo e ganhando confiança aos poucos. Hoje não vivo sem e só acho uma pena não poder slingar a Júlia também (30kg eu não aguento nem com o Sling)! Joana AMA dormir nesse colinho quentinho!!



O tema da comemoração do dia das mães na escola esse ano foi "Maternagem com Cirandas". Foi lindo! Slinguei por lá também...



Uma pena não ter conseguido boas fotos na ciranda da Júlia, mas foi emocionante vê-la dançar e depois, literalmente, entrar na roda também!! Fica o registro da família toda depois da dança!

 
E pra quem ficou interessado em saber mais sobre o Sling, sua história, seus tipos, suas características, seus benefícios... vale conferir o site Slingando.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cadeira Safety 1st



Joana - Aprendeu a fazer pose para a câmera!
Quando a Júlia era bebê, nós ganhamos uma cadeira da Safety 1st super bacana. Mas usamos pouco, pois ela já tinha uns 8 meses ou mais quando ganhamos e a bandeja já apertava a barriguinha dela. Ela usou muito para brincar e as bonecas dela também! Apesar disso, a cadeira se manteve em ótimo estado e agora quem tem usado diariamente é a Joana. Uma das poucas coisas que conseguiu herdar da irmã (eu já tinha doado quase tuuuuudo). A cadeira é ótima e se adapta a praticamente todo tipo de cadeira. Ela prende embaixo e atrás da cadeira. Como nosso ninho é pequenino, ela substitui muito bem o cadeirão... que ocupa um espação! Para quem não se incomoda com a quantidade de tralha que um bebê acrescenta na vida da gente, é uma opção excelente para restaurantes ou visitas à casa de amigos/parentes. Eu "só" levo o carrinho mesmo e me viro com ele. Procurei por esse modelo no site da Safety 1st e não encontrei... com certeza já saiu de linha depois de 6 anos. Mas babei pelos outros modelos lindos!

Essa eu AMEI!
 

Esse modelo solta o encosto traseiro, então a criança usa até depois de grandinha!


terça-feira, 17 de maio de 2011

Revolução do Colostro - entre nessa!

Cristiana Borges, uma amiga que a vida trouxe para iluminar ainda mais minha caminhada, traduziu esse texto e encaminhou com uma frase que concordei plenamente: "Eu acredito que a maternidade consciente é uma das melhores soluções para a mudança que queremos ver no mundo." Assino embaixo. O texto original na íntegra pode ser encontrado aqui.



A Revolução do Colostro


Por Ileana Medina Hernández 


“La revolución calostral es la fusión de la imagen de la Madre con la imagen de la Madre Tierra. "A revolução do colostro é a fusão da imagem da Mãe com a imagem da Mãe Terra.La revolución calostral es una etapa obligatoria hacia la armonización  É uma etapa obrigatória para a harmonização del instinto y la Ciencia, entre el cerebro primitivo y el Neocortex. do instinto e da ciência, entre o cérebro primitivo e o neocórtex.No es utópica, ya ha comenzado. Não é utópica, já começou. Se trata de una revolución en la medida Trata-se de uma revolução na medida em que que implica un retorno a nuestra condición de mamíferos y un nuevo punto de partida. implica em um retorno à nossa condição de mamíferos e um novo ponto de partida.Para favorecer la llamada revolución calostral, no tiene que faltar ocasión Para promover a chamada revolução do colostro, sem tempo a perderde repetir en el mayor número de lugares que nosotros somos mamíferos." temos que repetir no maior número de lugares que somos mamíferos".

Michel Odent





Desde que o caminho da maternidade me levou a investigação destes temas, eu sempre pensei que a antiga e ancestral amamentação é a idéia mais revolucionária e subversiva que pode ser defendida no mundo de hoje.



Em seguida, outras leituras me confirmaram esse pensamento. Wilhelm Reich já havia dito: "A civilização começará no dia em que a preocupação com o bem-estar dos recém-nascidos prevalecer sobre qualquer outra consideração." A socióloga espanhola Isabel Aler disse também mais recentemente: "Amamentar é um ato político de insubordinação". Isabel Fernandez del Castillo chamou "Revolução do nascimento". Michel Odent chamou  "Revolución Calostral" (Revolução do colostro). Laura Gutman tem chamado "revolução das mães: O desafio de nutrir nossos filhos."



Dizer que o aleitamento materno, gesto biológico que acompanha a espécie humana e todos os mamíferos durante milhões de anos de evolução, pode ser revolucionário, parece uma contradição.  No entanto, dadas as condições atuais de desenvolvimento tecnológico e do consumismo predatório que se de desenvolveu em todo o mundo a partir do modelo ocidental industrial, reivindicar um ato tão naturalmente simples torna-se uma ação revolucionária.



Discuto neste artigo porque o retorno da mulher moderna a lactancia natural, ou seja, não interrompida pela administração de fórmulas artificiais por meio de mamadeiras e que dure pelo menos dois anos conforme recomendado pela Organização Mundial de Saúde, constituiria uma grande revolução da humanidade; a “Revolução  do amor" com que sonham os  místicos; um nexo de união entre a natureza, ciência, psicologia e política; um fenômeno transversal (na linguagem politicamente correta diríamos mainstreaming) capaz de transformar a realidade social em seu conjunto.



  • La lactancia materna implica una revolución anti-patriarcal y del mercado laboral O aleitamento materno envolve uma revolução anti-patriarcal no mercado de trabalho

Que as mulheres no século XXI, inseridas em plena igualdade no mundo laboral (ainda falta muito para isso), consigam conciliar verdadeiramente o trabalho no mundo público com o cuidado com seus bebês, será a grande revolução feminista que ainda está por vir.

Como eu disse em outras ocasiões, a incorporação das mulheres ao mercado de trabalho exige que esse sofra grandes mudanças que até o presente momento começaram a acontecer apenas  timidamente.



As mudanças não estão só relacionadas com as mulheres, mas também com os homens/pais e com família como um todo: verdadeira flexibilidade horária; racionalização dos horários de trabalho; otimização da jornada e da produtividade; erradicação da jornada de tempo integral; controle do trabalho por objetivos e não por horários; trabalho por telefone; licenças maternidade e paternidade mais extensas; trabalhos domiciliares e comunitários; centros de cuidado infantil nos próprios locais de trabalho (onde existam poucas crianças por cuidador e que lhes seja oferecido contato físico e colo e que até mesmo as próprias mães possam se revezar para cuidar dos filhos); e especialmente a redução de horas de trabalho, tanto para as mulheres como para os homens, de tal modo que  as famílias possam ficar mais tempo com seus filhos.



Um universo laboral onde as mães estejam habitualmente presentes, e que seja compatível com a criação dos filhos, deveria permitir que as mães ou os pais que cuidam de seus bebês não tenham que chegar ao escritório/fábrica todos os dias no mesmo horário; que se ausentem para amamentar seus filhos; que possam, se assim desejarem, cuidar de seus bebês por pelo menos dois anos remuneradamente; que em alguns postos de trabalho, mães e pais possam levar seus filhos; que toda a sociedade contribua para a criação e cuidados das crianças; que os pais negociam suas horas de trabalho para estarem a disposição dos bebês; que as diferenças entre o mundo público e o mundo privado sejam encurtadas; que a educação e cuidado dos filhos seja apoiada e  recompensada; que o mundo seja concebido em função das crianças, que são o futuro, a conservação e  o melhoramento da espécie humana.



Reconocer, prestigiar y apoyar material y socialmente la importancia irrebatible de la lactancia materna ayuda a que la sociedad se concientice con el apoyo de la crianza en su conjunto, Reconhecer, prestigiar e apoiar material e socialmente a importância irrefutável do aleitamento materno ajuda que a sociedade se conscientize da importância de apoiar o processo de  formação das crianças, e não apenas no momento do parto e nas escassas 16 semanas posteriores, mudando o modelo para pensar não apenas na igualdade entre homens e mulheres, mas também nos direitos das crianças pequenas.



Ademas, contribui para tomar consciência de que amamentar, oferecer corpo, contacto e  olhar exclusivos às crianças pequenas e ficar com elas são atividades importantíssimas que a sociedade deve valorizar e recompensar:



"En nuestra sociedad de consumo, cada actividad tiene un precio. Ahora bien, la actividad de cuidar, cobijar, permanecer, ayudar, traducir, alimentar, consolar y proteger a la cría no lo tiene. Es lógico. Está ligada al amor materno, que es altruista por definición. Sin embargo, como todos necesitamos comer, cuidarnos y acceder a un confort básico, es importante hacer cuentas imaginarias para establecer acuerdos dentro de una comunidad o dentro de una familia. Las mujeres que nos convertimos en madres necesitamos recibir una compensación comunitaria -que puede no tener forma de dinero- dentro de un intercambio que sea beneficioso para todos." "Em nossa sociedade de consumo, cada atividade tem um preço. Entretanto, a atividade de cuidar, acolher, permanecer junto, ajudar, compreender, alimentar, consolar e proteger aos filhos não tem. Faz sentido. São tarefas ligadas ao amor materno que é altruísta, por definição. Entretanto, como todos nós precisamos de alimentação, cuidados básicos e acesso a algum conforto, é importante fazer contas imaginárias para estabelecer acordos dentro de uma comunidade ou dentro de uma família. As mulheres que se tornam mães precisam receber uma compensação comunitária - que não pode ser na forma de dinheiro -, dentro de uma troca que é benéfica para todos". (Laura Gutman: O peso simbólico do dinheiro ", em Revista do seu bebê Mundial, Dezembro de 2009).



  • La lactancia materna como utopía: una revolución de igualdad y justicia social Aleitamento Materno como uma utopia: uma revolução de igualdade e justiça social



Nas diversas leituras que fiz sobre os temas amamentação, cuidados com os filhos e maternidade, não encontrei qualquer análise sobre um detalhe que me parece fundamental: desde a origem do patriarcado, as mulheres das classes mais altas têm sido “proibidas” de amamentar seus filhos. Dentro das regras e práticas das classes oligárquicas, a amamentação e o cuidado com os filhos foram consideradas simples tarefas domésticas que deveriam ser realizadas por escravos ou criadas, chamadas amas de leite.



Conhecendo hoje cientificamente a importância da amamentação, da não-separação da mãe e do bebê e da presença permanente do corpo da mãe para o bebê em seus primeiros meses, surge a pergunta: a privação da amamentação e dos cuidados maternos é um dos mecanismos – talvez  inconsciente -  usado pelas classes oligárquicas patriarcais para criar "herdeiros" e não filhos, para garantir a submissão (que diria  Rodrigañez Casilda) e a necessidade de acumular poder, fama e riqueza materiais para compensar (o pecado da) a falta de "mãe" original? Ou será que o "crime da mãe", a supressão dos cuidados maternos, é que gerou logo após uma "civilização" patriarcal baseada nas diferenças de classes e na exploração do trabalho humano?    

Seja primeiro o ovo ou a galinha, é indubitável que ambas as situações estão relacionadas.



Argumentar que tudo de que um bebê humano necessita é algo que toda  mãe, independentemente do  status social, pode lhe dar, ou seja, corpo e leite materno, é negar que exista algum privilégio para aqueles que nasceram em “berço de ouro ".



Demostrar que lo mejor para el bebé humano es algo que no necesita comprarse con dinero es ya de por sí revolucionario .Demonstrar que o que existe de melhor para os bebês humanos é algo que não precisa ser comprado com o dinheiro já é, por si só, revolucionário.  

A sociedade de consumo, e todas as sociedades que baseiam a sua escala social na posse de bens materiais (ou seja, quase todas as sociedades que conhecemos), não está interessada que seja prioridade criar filhos felizes.


Mas o mais importante é que as crianças que são criadas com a amamentação, carinho, segurança e contato com corpo materno enquanto são bebês, e que  são respeitadas e amadas em sua infância, tenderão a desenvolver uma auto-estima mais sólida em sua vida  adulta e necessitarão menos de ambição, poder e  acumulação de riquezas materiais para alcançar a felicidade. Serão mais solidários, mais generosos, menos ambiciosos, adultos mais centrados emocional e espiritualmente.





Dentro de uma sociedade democrática de direito madura e justa, o estilo de criação de filhos baseado na amamentação prolongada, carregamento à moda antiga  do bebê junto ao corpo da mãe, cama compartilhada, dedicação de tempo da família para os filhos pequenos,  permite repartir melhor a riqueza, o tempo do trabalho, o emprego, e minimiza as fictícias necessidades materiais absurdas que se criaram na espiral sem fim da sociedade de consumo. 


·   La lactancia materna es una revolución ecologista y anti-consumista A amamentação é uma revolução ecológica e anti-consumista
 

O leite materno é um alimento natural, limpo, barato, vivo, cheio de defesas, hormônios, enzimas e centenas de componentes e efeitos benefícios que estão sendo descobertas a cada dia, e que não pode ser repetido por nenhuma fórmula industrial.

"Comparada con esta sustancia milagrosa, la leche artificial que se vende como leche infantil es comida basura. Es el único alimento prefabricado que el ser humano se atreve a consumir en exclusiva en un periodo de meses, aunque sepamos que ningún cuerpo humano pueda permanecer saludable y prosperar con una dieta fija de comida prefabricada." "Comparado com essa substância milagrosa, o leite artificial que  é vendido como leite infantil é junk food. É o único alimento pré-fabricado que o ser humano se atreve a consumir exclusivamente em um período de meses, embora saibamos que nenhum corpo humano pode permanecer saudável e prosperar em uma dieta constante de alimentos industrializados ".(Thomas, Pat: "Suck on this! The shocking truth about the baby  junk food industry", Revista Ecologist, abril de 2006).





la lactancia, junto al parto libre y respetado, contribuye a devolver el poder femenino a las mujeres y con ellas, a devolver el respeto a la Madre Tierra. Como bem demonstra María Jesus Blázquez, a amamentação é parte do movimento ecofeminista, não apenas porque em si mesma  não precisa violentar os recursos naturais, nem porque a alimentação  "no peito" é a mais natural e mais barata, mas porque a amamentação junto com o parto livre e respeitado contribuem para devolver o poder feminino às mulheres e com isso restabelecer o respeito pela Mãe Terra.



Quem inicia a sua vida entorno de uma alimentação natural, com respeito pelos seus ritmos vitais e suas necessidades básicas de conforto e calor humano, será no futuro um ser mais livre, mais independente, mais forte, em harmonia com o meio ambiente, mais respeitoso com a natureza que lhe foi apresentada por meio de sua mãe.



Os fios invisíveis que ligam a cultura da amamentação com sociedades menos violentas, menos exploradoras de si mesmas e do meio ambiente, são cada vez mais evidentes. São os fios da auto-estima, da generosidade, do amor ao próximo  e a si mesmo e da paz.
 

  • La lactancia materna es una revolución de amor A amamentação é uma revolução do amor

Por tudo isso, a amamentação materna prolongada e sob livre demanda, juntamente com o estilo de criação natural que ela emana, é no total, uma revolução do amor.



O amor que o bebê recebe ao permanecer em contato com o corpo de sua mãe lhe possibilitará criar um vínculo afetivo entre ambos que será  insubstituível nas demais fases de sua vida; que lhe permitirá saltar, no devido tempo, de uma relação saudável com sua mãe para um relacionamento saudável com todos os outros seres humanos; que lhe permitirá confiar -  desde o seu primeiro ambiente, o ambiente materno - que o mundo é um bom lugar para ele e para todos; que permitirá receber amor para, por sua vez, depois poder devolver esse amor; que lhe permitirá formar uma auto-estima saudável que possibilite respeitar o próximo e os outros seres vivos, a natureza e o universo;  que lhe permitrá moldar o seu sistema neurológico para a paz e para o amor e não para guerra, stress, competição e pura sobrevivência; que permitirá curar as feridas familiares de desamor e construir a sua própria família com bondade e generosidade; que lhe  permitirá em fim, com certeza, reconhecer que é amado e  poder amar.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sono, peitos, eu, elas.

A falta de tempo (e isso não é uma desculpa....) faz com que eu deixe de escrever sobre assuntos que gostaria de dividir. Mas hoje, depois de ler o post da Rapha do Maternar Consciente, me vi obrigada a compartir sobre uma experiência que vivi quase calada.

Depois que Joana completou seus 6 meses de vida comecei a dar ouvidos a comentários como "ela emagreceu" ou "já não tá na hora dessa menina ir para a mamadeira?". Aos poucos deixei que o ganho de peso dela fosse assunto da moda e mesmo minha meninoca tendo as coxinhas mais fofuchas da face da Terra... me filiei à turma que a achava magrinha. O sono dela foi muito bom e regular até uns 4, 5 meses. Depois do 6º mês passou a acordar várias vezes e eu comecei a culpar o peito com pouco leite. É válido falar de algumas particularidades da minha história, ou melhor, da história dos meus peitos.

Júlia teve uma mãe inexperiente, inflexível, cabeça-dura, com 20 anos de idade (sinônimo?). Mamava com rigidez de horário (3h em 3h) e NUNCA fazia do peito chupeta. Afinal, já tinham inventado a chupeta para este fim. Foi na sua gravidez que descobri os blog's... que ainda estavam só começando. Participei de uma lista de mães que era ótima. Li uma tonelada de livros sobre gravidez, primeiros cuidados etc e tal. Assinei revistas para pais e mães. Achava que a literatura podia me "ensinar a ser mãe". As teorias são sempre extremadas... então eu ia selecionando aquilo que parecia melhor para MIM. E assim que Júlia nasceu coloquei em prática tudo o que tinha aprendido. Enfim, o resumo da ópera... Júlia mamou na primeira 1/2 hora de vida. Ficou comigo e/ou com o pai o tempo todo em que esteve no hospital. Desde as primeiras noites "deu trabalho". Não dormia muito e eu seguia o script. Já mamou - não é fome. Já trocou a fralda - não é coco. Um tempo depois descobrimos um tal de refluxo que se tornou a "explicação" para tanta inquietação noturna daquele bebê. Com 1 mês e meio de vida foi necessário complementar a mamada com leite artificial, ela vinha perdendo peso. E por mais que eu tomasse cápsulas de alfafa, muito líquido e comesse bastante milho... nada fazia aumentar minha produção de leite. Eu e o pai dela nos separamos quando ela fez 9 meses. Pela praticidade passei a compartilhar minha cama - parcialmente. Ela dormia no berço e depois que acordava ia para minha cama. Preguiça minha de ficar levantando. Vontade minha de dividir a cama com alguém. Na época eu era criticada por essa postura e por muito tempo acreditei que isso era má influência na rotina de sono da minha filha. Júlia aprendeu a dormir sozinha e a noite inteira aos 5 anos de idade e mamou no peito (com complemento de mamadeira) até os 10 meses. Parou de mamar no peito porque parei de oferecer.

Joana tem uma mãe que sabe não saber nada. Sou bem mais flexível nos cuidados com minha nova bebê. Sigo mais meu coração, testo, experimento e tento decidir sempre pelo que parece ser melhor para NÓS DUAS. Joana também mamou na primeira 1/2 hora de vida, esteve ao lado dos pais todo o tempo de hospital. Sua noite no hospital foi praticamente pendurada nos meus peitos. Oferecia o peito a cada pio dela... e depois checava se tinha algo mais (coco, frio, calor). Deixei que ela dormisse mamando no peito. Logo ela apresentou um padrão bom de sono. Acordava umas 2 vezes apenas... já com 2 semaninhas de vida. Aos 6 meses, certa de que o peito não estava aguentando seu desenvolvimento mais (por que eu ainda consegui cair nessa??), passei a dar uma segunda janta (ela janta às 17h na creche) antes de dormir. E ela já vinha comendo uma fruta no meio da manhã, além da fruta da tarde. O peito estava cada vez mais vazio e ela só mamava ao acordar, antes de dormir (bem pouquinho porque o barrigão tava cheio de comida) e de madrugada. Sem perceber, sem querer... eu estava caminhando para o desmame. Justo eu que dessa vez tinha conseguido leite o suficiente para não me render ao NAN. Justo eu que consegui não dar bola para quem dizia que "essa menina não sai do peito". Justo eu que me realizo como mamífera amamentando já que não consegui ter nenhum parto normal (hoje em dia parece que é preciso batalhar muito por isso - lembrei desse dia). Justo eu que acho a coisa mais linda minha filha me "ordenhando" (é... ela fica apertando meu peito enquanto mama!). Justo eu que sou mãe da Joana que apesar de ser um bebê que come muito bem, nitidamente não quer parar de mamar.

Fofoquei com a Rapha, que conheci pela Cristiana e ganhei forças para tirar a fruta da manhã e a segunda janta. E é com imenso orgulho que registro que os peitos tornaram a pesar! As noites continuam trabalhosas, mas meu papel como mãe desse bebê é atendê-la pacientemente (mesmo que eu levante da cama às vezes - lá pela 3ª levantada - soltando umas cobras e lagartos). O acesso aos peitos está mais livre, finais de semana não seguem mais a rotina da semana. Ela mama à tarde se quiser. Compartilho a cama parcialmente, mas consciente de que isso é bom pra ela. A gente vê na carinha do anjinho... puro prazer ficar ali coladinha em mim. E Joana continua uma menina saudável e feliz e bravinha que só.

Sou muito grata a rede de conversas e trocas que ter um blog tem me proporcionado. Agradeço aos que passam por aqui e se divertem ou curtem o que vêem. Agradeço aos elogios e às dicas. As que chegam até mim e as que "pesco" em outros cantinhos. Acredito que esse movimento das cyber mamães só acrescenta na busca por uma nova consciência na gestação e criação do futuro.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Como Alimentar a Capacidade de Concentração e Engajamento de Seu Filho

Hoje resolvi compartilhar um artigo publicado no site Slingando.com que achei muito interessante. Tenho vivido essa "questão" com a Júlia e achei as dicas excelentes! Aqui em casa reduzir MUITO o tempo de televisão só trouxe benefícios...


Como Alimentar a Capacidade de Concentração e Engajamento de Seu Filho

de Naomi Aldort , autora de "Raising Our Children - Raising Ourselves" 

P: Meus filhos não parecem ser capazes de se concentrarem em nada por muito tempo, embora nunca tenham ido à escola. Eu nunca tenho uma folga, a não ser quando a minha filha de sete anos anda na sua motoca, ou quando ambas as crianças se engatam numa briga de travesseiros, que é uma folga de 15 minutos, até que alguém chore. Se nós temos convidados, ou visitamos amigos, eu tenho que comprar-lhes brinquedos novos para brincar, ou contratar uma babá. Como eu posso ajudar os meus filhos a se tornarem mais engajados, e não tão dependentes em serem entretidos?



Coluna de Aconselhamento

por Naomi Aldort

Com sete anos, um dos meus filhos escolheu fazer uma aula de artes num programa de verão. Quando eu fui buscá-lo, ele não estava lá. A professora disse que ele não estava concentrado, e o mandou à sala do supervisor (ela criara pequenos segmentos, e ele não queria parar de pintar para ouvir uma estória). À medida que eu me aproximava da sala, eu ouvia os passos do meu filho descendo as escadas e a voz do supervisor dizendo, “Nós vamos ver o que a sua mãe diz.” Ele pulou na minha direção feliz. “Mãe, a professora de artes interrompeu a minha pintura, então eu passei bons momentos conversando com o supervisor. Eu não preciso dessa aula. Eu vou fazer minha arte em casa sem interrupções.” 

Embora seus filhos necessitem do seu amor e atenção, eles não precisam que você providencie um monte de atividades. Quando não são dependentes de estímulo externo, até um bebê pode se engajar com nada mais do que um fio de linha em suas mãos, por um longo período. As crianças estão geralmente ocupadas durante horas, brincado na rua sem brinquedos, atuando em estórias inventadas, construindo castelos de barro, observando as formigas, e mais. Verdadeiramente, elas são mestres em se concentrarem em seja lá o que elas escolham livremente.

Às vezes, a questão não é sobre estímulo, mas sobre querer estar com você. Uma mãe que me ligou por conselho estava tão ansiosa para que seu filho brincasse sozinho, que ele se tornou mais grudado e carente por que estava desejoso por tempo com ela. Nutrir a capacidade de uma criança para se concentrar e se engajar, não é sobre deixar ela ficar sozinha bastante. Se certifique de que a necessidade deles pelo seu afeto e conexão seja preenchido, mesmo quando você está ocupada fazendo outra coisa.

Com freqüência você pode descobrir que a sua própria habilidade de concentração é o problema, e que você ensina uma capacidade de atenção curta. Você alguma vez já leu para a sua criança a mesma estória ou página várias vezes, e você se cansou primeiro? Uma longa capacidade de atenção é da natureza da criança, desde que ela siga suas próprias paixões sem ser interrompida. Mesmo a janta ou a hora da cama podem proporcionar um momento de respeito pelo guia interior da criança.

Os seguintes são alguns dos ladrões comuns da habilidade nata de concentração da criança, e diretrizes de como usar esses mesmos recursos produtivamente:

Criança sendo o centro do lar:
Com a melhor das intenções muitos pais confundem amor e atenção com tornar a criança o centro das atenções. Uma criança que espera que o mundo gire em torno dela tende a ser incapaz de ficar bem sem atenção constante.

Brinquedos que tiram o poder de iniciativa das crianças:
Os brinquedos, como nós os conhecemos hoje são novos na história. Ao longo da história, as crianças cresceram sem brinquedos, ou com muito poucos feitos a mão. Embora eu não esteja advogando em favor de abandonar todos os brinquedos, eu sugiro uma dramática redução na quantidade, e uma seleção cuidadosa de qualidade. Os brinquedos de hoje são bons na maior parte para a industria - não para as crianças. Para preservar a habilidade nata das suas crianças de criar e focalizar, diminua os brinquedos que indiquem atividades específicas, e encontre aqueles que deixam muito espaço para criação. Pense em brinquedos como ferramentas, e não como entretenimento. Evite botões de apertar, coisas prontas, e itens baseados em filmes e trapaça. Em vez, tenha coisas que deixem a atividade em si para as crianças; peças lisas, legos lisos (não os conjuntos de estória), bonecas e animais, bola, corda de pular, materiais artísticos, etc. Mais importante, deixe a criança construir e criar com seja o que estiver na casa e no jardim; pauzinhos, pedras, areia, água, yogurte, potes, caixas, meias velhas, roupas e cobertores, etc. Elas podem inventar sua própria dança; construir castelos que não seguem a estória ou o desenho inventados por outra pessoa, criar barracas de cobertores, e atuar em suas próprias cenas. Dessa forma, ao invés de se tornarem dependentes de brinquedos e atividades programadas, elas aprendem que “eu sou minha maior fonte de alegria.”

Até mesmo os brinquedos educativos geralmente se atravessam na educação e na autoconfiança. “Mas ela ama fazer cartas de geografia”, uma mãe me falou. Minha resposta é, “se ela realmente ama, você não precisará oferecer, e ela irá implorar por si mesma muitas vezes.” Se ela não o fizer, não será realmente a sua paixão. Em vez, ela pode estar tentando satisfazer a sua expectativa e buscando aprovação. Deixe a criança insistir, do mesmo modo que faz por um doce, e você saberá quais são os seus reais interesses. Aqui vai uma dica simples: Se uma criança não está focando, você pode ter certeza de que ela não está realmente interessada. Ela está focando em outra coisa.

Escolha quebra-cabeças, brinquedos e jogos cuidadosamente para que os desenhos e idéias não incitem mais consumo e privem a criança de criar personagens e estórias. A indústria é projetada para viciar o seu filho em querer o próximo brinquedo ou filme. Escolha quebra-cabeças de paisagens naturais, animais, números, etc., em vez daqueles com personagens de filmes; consiga bonecas de material natural e sem nomes e estórias pré-ditadas, e animais sem papel na televisão. Escolha instrumentos musicais acústicos ou improvise instrumentos que não tocam a canção ou ritmo para a criança.

Material Artístico:
Mesmo alguns materiais artísticos já se tornaram brinquedos promovedores de entretenimento e dependência. Por exemplo, livros de colorir deixam a criança mais dependente e menos criativa. Dê à criança papel em branco, argila, e material de colorir seguros e de boa qualidade, e deixe-a criar suas próprias formas. Do mesmo modo, se você ajudá-la a desenhar, ela virá a ver a si mesma como incapaz, e será mais dependente de você e de outros. Evite material artístico pronto que faz “mágica” e se torna alguma coisa que a criança não pode realmente fazer sozinha. Brinquedos e arte que deixam a criança dependente, deixam você escravo do próximo truque. Além disso, esses sistemas impedem a criança de usar a arte para expressar emoções e desse modo se curar e relaxar. Uma menina de nove anos me contou que ela prefere seguir instruções a criar sua própria arte por que é mais fácil do que pensar por si própria. De fato, essa criança aprendeu a buscar instruções, a inventar e trilhar seu próprio caminho. Seguir instruções está bem também, mas, somente como uma parte mínima da experiência da criança.

Livros:
Muitos livros hoje tem figuras demais, não deixando nenhum detalhe para a imaginação da criança. Escolha livros com desenhos de bom gosto, e não exagerado, e estórias que nutram a sensibilidade e requeiram da criança atenção e pensamento. Quando as estórias mudam muito rápido com muita ação elas podem criar dependência de mudanças rápidas. Minimize os livros que ensinam conceitos de bom e mau, vingança e tensão; procure com mais freqüência por estórias que nutram o interesse por simples atividades diárias, cuidado, relacionamentos, comprometimento, amizade e amor. O Patinho Feio mal tem uma linha narrativa, assim como o Ursinho Puff na sua versão original. As interpretações da Disney transformam algumas estórias maravilhosas em shows de televisão, então fique com as originais e encantadoras. As crianças aperfeiçoam seu foco quando a escuta requer concentração.

Televisão:
Os programadores de televisão assumem o mito da pouca concentração, então a câmera se move a cada poucos segundos, mesmo durante a mesma cena. Isto condiciona o cérebro a precisar de mudanças constantes e não se concentrar em nada por muito tempo. Além disso, assistir até mesmo aos melhores programas priva a criança da invenção ativa, descoberta, imaginação, e aprendizado auto-dirigido. Porque as crianças estão geralmente em um estado tão passivo quando assistem, a televisão é tão bem-sucedida em nutrir uma capacidade de concentração curta, e dependência em estímulo externo e pronto.

TV Educativa:
Eu não recomendo que as crianças aprendam a ler e a contar assistindo TV também. Esses programas causam o mesmo malefício e mais; eles usurpam a criança de inventar seu próprio método de aprendizagem como ela inventou para caminhar e falar. Descobrir o mundo não só aperfeiçoa o cérebro da criança, mas no processo ele nutre o seu músculo de perseverança e focalização.

Vida Corrida:
Evite ensinar a suas crianças pequenas a encaixar mais atividade em menos tempo. Você às vezes interrompe o devaneio do seu filho para oferecer uma atividade? Vida multi-canais treina a mente a não focalizar e ser dependente. Em contraste, fazer uma coisa de cada vez desenvolve a habilidade de estar presente e de amar cada momento.

Falta de Tempo Para Ponderar:
As crianças esperam a quantidade de estímulo que nós as ensinamos a esperar. Dê o exemplo e propicie tempo para ponderar e não fazer nada; tempo para escutar música sem fazer mais nada, e tempo para caminhar ou sentar na natureza e curtir o silêncio, a beleza e os cheiros e sons da natureza. Apenas sentem juntos e contemplem a vista da janela, assistam ao pôr-do-sol na praia, as nuvens, a chuva, a neblina e as estrelas. Todo o resto é uma distração da vida real. Se mantenha focado no momento e em apreciar a beleza e a alegria bem diante de você. As crianças ficam naturalmente absorvidas pelo momento até que nós as distraímos delas mesmas.



©Copyright Naomi Aldort



Naomi Aldort é a autora de Raising Our Children, Raising Ourselves(Criando Nossos Filhos, Criando Nós Mesmos)ainda sem título em português. Pais e Mães do mundo inteiro procuram pelo aconselhamento da Naomi por telefone, pessoalmente, escutando os seus CDs, e participando dos seus workshops. Suas colunas de aconselhamento aparecem em revistas de paternidade progressiva no Canadá, EUA, AU, GB, e são traduzidos para o Alemão, Francês, Hebreu, Holandês, Japonês, Chinês, Indonésio e Espanhol.

Naomi Aldort é casada e mãe de três filhos. Seu filho mais novo, Oliver Aldort, tem 14 anos e é violoncelista. www.OliverAldort.com. Seu filho do meio, Lennon Aldort tem 17 anos,é compositor e pianista auto-didata, www.LennonAldort.com.

Para receber seu boletim informativo de graça, informações sobre as aulas por telefone, e produtos: www.NaomiAldort.com ou http://www.authenticparent.com/.

Traduzido por Janaína Ribeiro,    ventobranco@gmail.com , para www.slingando.com


terça-feira, 10 de maio de 2011

7 meses de Joana e 1 ano de Blog!!!

Cupcake com receita da Chris que fizemos para o dia das mães

Hoje é dia de comemoração!! Joana completa 7 meses e o 2-ao-quadrado, 1 ano de vida! O começo foi devagarinho, tímido e cheio de receios. Para os dois. Esses dias Joana tem mostrado que já sabe bater palminhas e adora ouvir a gente cantar "Parabéns". O bloguinho tem amadurecido também e tem se apresentado com mais personalidade. Tenho me divertido muito com os dois! Parabéns!!!

sábado, 7 de maio de 2011

A mãe que fui x A mãe que sou...

Dias desses me peguei refletindo sobre a mãe que fui para a Júlia e a mãe que sou hoje... para as duas. Uma pena mesmo que o primeiro filho não tenha a mãe que o segundo tem. Bom, não tem desde o princípio. Porque hoje tem. Enfim, filosofias de boteco à parte... o dia das mães me deixou um tanto quanto melancólica sobre esse assunto.

Percebi que quando fui mãe aos 20 anos eu não estava preparada para deixar o meu EGO (que era muito maior que essas letras garrafais) de lado e fazer concessões pela minha filha. Fazia algumas, obviamente, mas sofria com elas. A mãe que sou hoje se esforça para abrir mão desse posto e curtir a própria vida (ou a vida conjugal). Por curtir, leia-se... curtir. Sair, tomar algumas (porque não consigo nem dizer mais "tomar todas"), falar palavrão ou, pelo menos, falar sem pensar. Estar com amigos que fumam, deixar o marido fumar sem reclamar. Curtir um cinema, um motel ou seja lá o que for. Sei que HOJE tem que ser algo MUITO valioso para que eu abra mão de estar disponível para minhas filhas. Para que eu abra mão de colocá-las na cama, de ler uma história (mesmo que eu chegue ao final da história sozinha com o som do ronco ao lado), para que eu abra mão de alimentá-las, para que eu abra mão de apenas estar ali se precisarem de mim. Mas sei também que esse tempo é necessário e a "onda" agora lá em casa é aprender a equilibrar.

Essa palavra - disponível - resume, inclusive, meu olhar sobre a maternidade HOJE. Enfatizo tanto assim o espaço de tempo a que me refiro, pois sei que todas essas ideias ainda serão pensadas, mastigadas e amadurecidas over and over and over again. Mas não consigo ver "disponibilidade" e "minhas filhas" na mesma frase ficando demodê. 

A diferença fundamental entre a mãe que fui e a mãe que sou é essa. Aprendi a estar disponível para minhas crias... e isso pode soar tão pequeno quanto mágico. Depende do seu ponto de vista. Vejo que a ponte que eu construi entre mim e minha mãe se diminuiu (ou até desapareceu) no momento em que eu pude servir as minhas filhas como fazia minha mãe. Não exatamente como, mas, enfim... estou falando apenas conceitualmente. Minha mãe sempre foi (e ainda é) disponível. Eu não conseguia entender isso e achava que ela se aproximava muito de uma Maria Tereza de Calcutá por dar conta desse recado. Ledo engano. Minha mãe sempre foi apenas Mãe. Dessas com "M" maiúsculo mesmo... e eu tô chegando lá!

Meu dia das mães, o primeiro como mãe de duas, servirá para entrar em contato com a gratidão. Gratidão pela mãe que me gerou, me gestou, me pariu, me criou, me alimentou e me orientou para ser o que sou e ser cada vez melhor. Gratidão pela mãe que gerou, gestou, pariu, criou, alimentou e orientou meu marido, minha Sogret's. Gratidão pelas avós que essas duas são para minhas filhas. Avós com "A" maiúsculo. Avós que vão, com certeza, deixar referências de amor, cuidado, carinho e disponibilidade. Aquela lá de trás...

Feliz Dia das Mães!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sugestão de Leitura (Especial Dia das Mães)

Imagem daqui
A sugestão de leitura da semana será especialmente para as mamães!
Terapia do Ser Mãe é daqueles livros pequeninos auto-ajuda que ficam na bancada da livraria e que a gente nem dá muita bola, mas sempre folhea, sabe?! Escrito por Molly Wigand, publicado pela Editora Paulus, o livreto me encantou. Ele tem aquele modelo de citações diárias... uma "lição" para cada dia. Antes de dormir pego o livrinho, fecho os olhos e esvazio minha mente. Abro em uma página qualquer e recebo a "lição" do dia. Interessante como é sempre algo que eu preciso ouvir. Divertido, leve e intenso. Fica a dica!

Links legais

Sexta-feira passada, a professora da Júlia encaminhou dois links muito legais do site "Educar para Crescer". Só hoje consegui passear pelas sugestões... e adorei! Achei a iniciativa de compartilhar da professora nota 10!!!

Imagem daqui

O primeiro link é voltado para os pais... são dicas para auxiliar a criança que está aprendendo a ler e escrever: http://educarparacrescer.abril.com.br/alfabetizacao/1/

O segundo link traz uma lista com 33 sites interessantes para as nossas crianças "geração Y":

Um pouco mais sobre as vacinas...

Outro dia levei Júlia ao médico. Aproveitei a oportunidade para aprofundar minha pesquisa acerca da nocividade velada das vacinas. Eis que me deparo com a declaração de ele (o médico) tem oito filhos e nenhum vacinado. Será que intriguei ainda mais?!

Lendo o artigo da Super Interessante "Vacinas fazem bem ou mal?" enviado por uma amiga* senti no trecho final minhas reflexões sobre o assunto tornarem-se menos abstratas. A defesa de Bernard está pautada nos princípios da Homeopatia e então faz todo sentido para mim. Para quem não tiver tempo ou paciência para ler o artigo todo (super vale a pena) copio abaixo o trecho a que me refiro.

"A polêmica sobre as vacinas deriva de um conflito conceitual na área médica que marcou o século XIX e agora ressurge, impulsionado por novas descobertas e pelo avanço da medicina holística. São célebres os debates travados entre Louis Pasteur e Claude Bernard naquela época. Pasteur, pioneiro no estudo dos microorganismos, formulou a teoria segundo a qual cada doença possui uma causa única, um vírus ou bactéria que invade o organismo e ali produz um tipo específico de devastação. Para Bernard, a causa estava em elementos ambientais, externos e internos, e a doença não passava de uma perda de equilíbrio do organismo provocada por muitos fatores. Vem daí a noção do corpo como um "terreno" onde os microorganismos podem ou não agir de forma nociva, dependendo das condições que encontram ali. O que chamamos de doença seria mero sintoma de um mal subjacente e sistêmico, um sinal do esforço do próprio organismo para reequilibrar-se.
Pasteur ganhou a parada. Além de cientista notável, o químico francês era também um polemista habilidoso que soube aproveitar a eclosão de várias epidemias, na época, para demonstrar a lógica de seu conceito de causação específica. A partir daí, todo um modelo biomédico centrado na microbiologia e, mais recentemente, na biologia molecular, deu base aos procedimentos médicos modernos – inclusive às vacinações em massa. No livro O Ponto de Mutação, no qual discute, entre outros temas, o atual modelo médico, o físico americano Fritjof Capra afirma que, mais tarde, Pasteur reconheceu a importância do "terreno" para as enfermidades, tendo ressaltado a influência dos fatores ambientais e dos estados mentais na resistência às infecções. O químico, porém, segundo Capra, não teve tempo para empreender novas pesquisas e seus seguidores persistiram na trilha original.
Os holísticos e os antivacinistas respondem em uníssono quando a pergunta é o que fazer para evitar doenças sem vacinas: cuidar bem do "terreno". Ou seja, manter as condições que garantiriam o bom funcionamento do sistema de defesa do organismo. Além de alimentação adequada, compõe a receita a exigência de praticar exercícios, dormir bem e evitar hábitos agressivos à saúde (álcool, fumo, drogas), a poluição ambiental e as situações estressantes. Não é fácil, mas vem crescendo o número de pessoas interessadas num caminho que evoca uma melhor qualidade de vida. A dúvida é se isso basta. "Gostaria de saber se um desses críticos das vacinações se recusaria a tomar a vacina anti-rábica se fosse mordido por um cão raivoso", diz Cláudio.
Quem vencerá o debate do século XXI – Pasteur ou Bernard? Numa época agraciada com recursos de tecnologia impensáveis há 120 anos pode-se imaginar que ficou mais fácil dirimir velhas incertezas. Ao que tudo indica, no entanto, isso não acontecerá logo. A complexidade e os muitos interesses que envolvem a questão prometem gerar mais perguntas e farpas antes que se chegue a algum consenso."

E a reflexão continua... 

*Cristiana suas contribuições não tem preço! Obrigada!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pé no freio!

Eu acordo todos os dias como se já estivesse atrasada. E eu sempre acordo bem mais cedo do que gostaria ou precisaria por conta do meu despertador sunshine (Joaninha). Deixo a cama já em ritmo frenético para fazer tudo até meio-dia. Lavar louça, fazer papinha, lavar louça de novo, arrumar mochilas e meninas, ajeitar a casa, me arrumar. Almoçar, levar crianças para a escola e, enfim, ir para o trabalho. Meio-dia e meia e já estou exausta e com o cortisol nas alturas. Sempre faço tudo com pressa e acelerando todo mundo. Pensa numa companhia agradável... #nãoeu.

Penso que se reformular minhas tarefas e cumpri-las com menos tensão e mais tesão (não resisti ao trocadilho) terei os mesmo resultados com o benefício do no stress. Registro de meta: desacelerar.

domingo, 1 de maio de 2011

Trabalho e Dinheiro

Hoje é Dia do Trabalho. Um dia em que amanheci refletindo sobre o dinheiro. Interessante, não?! Na verdade acordei pensando na falta dele. Humpt! Cabeça pensante, um pensamento leva a outro e cheguei a um ponto que me trouxe preocupação. Eu não tenho sido bom modelo de incentivo ao trabalho e à independência financeira para minhas filhas. Num momento de pausa ouvi meus dizeres aos desejos consumistas da minha pequena mais velha... frases sórdidas e amarguradas. "Dinheiro não dá em árvore"; "Eu tenho que suar muito para comprar as coisas pra você... cuide do que tem"; "Mamãe não tem dinheiro"; "É caro demais" e por aí vai.

Não acho correto dar tudo o que a criança quiser. É como deixar tudo à mão a um bebê que está aprendendo a andar. Não ajuda. Mas como explicar isso à criança (mesmo que não seja com palavras) sem fazer esse terrorismo contra o dinheiro que tenho feito? Percebo a nocividade de falas assim... mas sinto-me de mãos atadas. Gostaria de descobrir estratégias para instruir minhas filhas a correr atrás do que elas querem/precisam. Estimular a busca, a solução de problemas, estimular a criatividade e o trabalho. Com certeza essa reflexão ainda vai longe.