sábado, 7 de maio de 2011

A mãe que fui x A mãe que sou...

Dias desses me peguei refletindo sobre a mãe que fui para a Júlia e a mãe que sou hoje... para as duas. Uma pena mesmo que o primeiro filho não tenha a mãe que o segundo tem. Bom, não tem desde o princípio. Porque hoje tem. Enfim, filosofias de boteco à parte... o dia das mães me deixou um tanto quanto melancólica sobre esse assunto.

Percebi que quando fui mãe aos 20 anos eu não estava preparada para deixar o meu EGO (que era muito maior que essas letras garrafais) de lado e fazer concessões pela minha filha. Fazia algumas, obviamente, mas sofria com elas. A mãe que sou hoje se esforça para abrir mão desse posto e curtir a própria vida (ou a vida conjugal). Por curtir, leia-se... curtir. Sair, tomar algumas (porque não consigo nem dizer mais "tomar todas"), falar palavrão ou, pelo menos, falar sem pensar. Estar com amigos que fumam, deixar o marido fumar sem reclamar. Curtir um cinema, um motel ou seja lá o que for. Sei que HOJE tem que ser algo MUITO valioso para que eu abra mão de estar disponível para minhas filhas. Para que eu abra mão de colocá-las na cama, de ler uma história (mesmo que eu chegue ao final da história sozinha com o som do ronco ao lado), para que eu abra mão de alimentá-las, para que eu abra mão de apenas estar ali se precisarem de mim. Mas sei também que esse tempo é necessário e a "onda" agora lá em casa é aprender a equilibrar.

Essa palavra - disponível - resume, inclusive, meu olhar sobre a maternidade HOJE. Enfatizo tanto assim o espaço de tempo a que me refiro, pois sei que todas essas ideias ainda serão pensadas, mastigadas e amadurecidas over and over and over again. Mas não consigo ver "disponibilidade" e "minhas filhas" na mesma frase ficando demodê. 

A diferença fundamental entre a mãe que fui e a mãe que sou é essa. Aprendi a estar disponível para minhas crias... e isso pode soar tão pequeno quanto mágico. Depende do seu ponto de vista. Vejo que a ponte que eu construi entre mim e minha mãe se diminuiu (ou até desapareceu) no momento em que eu pude servir as minhas filhas como fazia minha mãe. Não exatamente como, mas, enfim... estou falando apenas conceitualmente. Minha mãe sempre foi (e ainda é) disponível. Eu não conseguia entender isso e achava que ela se aproximava muito de uma Maria Tereza de Calcutá por dar conta desse recado. Ledo engano. Minha mãe sempre foi apenas Mãe. Dessas com "M" maiúsculo mesmo... e eu tô chegando lá!

Meu dia das mães, o primeiro como mãe de duas, servirá para entrar em contato com a gratidão. Gratidão pela mãe que me gerou, me gestou, me pariu, me criou, me alimentou e me orientou para ser o que sou e ser cada vez melhor. Gratidão pela mãe que gerou, gestou, pariu, criou, alimentou e orientou meu marido, minha Sogret's. Gratidão pelas avós que essas duas são para minhas filhas. Avós com "A" maiúsculo. Avós que vão, com certeza, deixar referências de amor, cuidado, carinho e disponibilidade. Aquela lá de trás...

Feliz Dia das Mães!!!

6 comentários:

Bá Sarkis Barreto disse...

Fabiana, que exemplo lindo de mãe vc é!
Parabéns por esse dia maravilhoso!
Feliz Dia das Mães!
Beijo

Marusia disse...

Oi, Fabiana,
que coisa linda seu post! Para mim, essa leveza é o ápice da nossa "evolução" como mães!
Beijos!
Marusia
http://maeperfeita.wordpress.com

Aninha disse...

Amiga linda!!
Feliz dia das Mães!! :D
Tenho certeza que vc sempre foi e continua sendo uma mãe maravilhosa para Juju e Joaninha!! E, como é de se esperar, com o passar do tempo aprendemos a lidar com as dificuldades e gerenciar melhor nossa família!! Ainda estou crua nesse quesito, mas tenho certeza que um dia chego lá!! O amadurecimento é certo quando diz respeito a cuidar dos nossos "pimpolhos"!!
Um super bju nessa mamãe nota 10 que admiro e tenho como exemplo!!

Karen disse...

Oi Fabiana!

Nossa, me arrepiei com o seu post! Lindo! E que sorte das suas filhas terem uma mãe como você!

Beijo
Karen
http://multiplicado-por-dois.blogspot.com/

Aninha disse...

Amiga linda!!
Feliz dia das Mães!! :D
Tenho certeza que vc sempre foi e continua sendo uma mãe maravilhosa para Juju e Joaninha!! E, como é de se esperar, com o passar do tempo aprendemos a lidar com as dificuldades e gerenciar melhor nossa família!! Ainda estou crua nesse quesito, mas tenho certeza que um dia chego lá!! O amadurecimento é certo quando diz respeito a cuidar dos nossos "pimpolhos"!!
Um super bju nessa mamãe nota 10 que admiro e tenho como exemplo!!

Bá Sarkis Barreto disse...

Fabiana, que exemplo lindo de mãe vc é!
Parabéns por esse dia maravilhoso!
Feliz Dia das Mães!
Beijo