quarta-feira, 29 de junho de 2011

O anjo mais velho

Há tempos tenho tentado escrever sobre esse assunto. É um assunto muito íntimo que tem acompanhado meus pensamentos a todo tempo. Tem sido como uma ferida aberta daquelas que quando começa a cicatrizar a casquinha é arrancada, sabe?

Senta que lá vem história...

Minha filha mais velha, Júlia, sempre foi um fenômeno. Juro, não é porque sou a mãe não. Ela sempre teve um comportamento exemplar, educada e bem articulada. As pessoas sempre a elogiaram muito por isso. E acabavam estendendo os elogios a mim... a mãe. Mas, sério, os créditos eram todos dela. Eu dizia que a elegância dela veio de fábrica. Coisa linda de ver! Nunca tivemos problemas com birras (daquelas de shopping e supermercado) e tudo sempre foi resolvido na base da conversa. Ela ouvia atentamente e aceitava os argumentos.

Engravidei da Joana em Janeiro do ano passado e no início de Março tive um leve sangramento que foi justificado pela presença de um pequeno hematoma logo abaixo do saco gestacional. Acabei ficando 2 meses de repouso absoluto recomendados pelo médico obstetra por conta disso. Nessa época fiquei na casa da minha mãe, pois onde morava precisava subir escadas... o que não era recomendado (e tem coisa melhor que colo de mãe nessas horas?!). Essa - acredito eu - foi a primeira grande mudança na vida da Júlia pós-Joana. Eu me preocupava com os sentimentos dela com a vinda da irmã e nem percebi que tudo já estava mudando ali. Eu não podia dirigir então fiquei 2 meses sem levá-la à escola. Eu não brincava, eu não fazia nada... a não ser assistir desenhos na tv com ela. Hoje, olhando para trás, vejo o tanto que coisas que poderia ter feito de diferente... mas tinham outras questões complicadoras que fizeram dessa gravidez bem difícil, solitária (não vou entrar no mérito destas questões). Depois desse período de repouso nos mudamos para nosso novo apartamento. A barriga começou a aparecer e junto dela comecei a perceber uma Júlia mais agitada, mais agressiva, mais arisca.

Outubro chegou e Joana também! Júlia sempre se mostrou MUITO apaixonada pela irmã. É lindo ver a emoção dela ao falar da Joana. O problema é que esse amor veio acompanhado de uma obsessão. Ela quer ver, pegar, abraçar, carregar, beijar, apertar a irmã... o tempo todo! Por algum tempo me achei uma chata reclamona quando falava sobre isso, mas depois comecei a perceber que outras pessoas (que não convivem com a situação 24x7 como eu) começaram a se incomodar tal qual eu me incomodava. Minha mãe, por exemplo, que sempre foi mais calma e compreensiva que eu (além de ser avó) passou a chamar a atenção dela pelos mesmos comportamentos que eu reprovava. Ok. Estava dito, não era apenas "nóia" minha. Junto disso, pra completar o cenário, minha Felícia tem estado extremamente desobediente. Insiste repetidas vezes no erro e nem conversa, nem castigo, nem grito tem surtido efeito. Parece que nada a atinge.

Bom... e eu?! Eu joguei a toalha. Já chorei rios de frustração, de culpa, de tristeza mesmo. Tenho ciência da carência dela. Sei que ela precisa de mais tempo de qualidade comigo, de mais chamego, de mais calor, de mais colo (aquele colo de mãe que falei lá em cima). Ela tem estado tão deficiente de mãe que ultimamente tem atraído atenção negativa. Outro dia depois de me desrespeitar um sem número de vezes eu mandei: "Júlia, se você não for pro seu quarto agora eu vou te arrastar até lá!" e ela respondeu: "Arrasta, mãe, me arrasta!" (???). Isso me doeu de um tanto que não consigo colocar em palavras. Sinto-me a pior mãe de todas. Acontece que a rotina com o bebê, sem empregada e, muitas vezes, sem o marido faz com que eu simplesmente não dê conta. Não é por falta de amor, nem por falta de querer. Mas o pouco tempo que tenho com elas pela manha e à noite é sempre divido com os afazeres da casa. Já aconteceu de eu passar um tempão fazendo a Joana dormir e quando estava no meio de uma leitura gostosa com a Júlia... a Joana acordou. Eu fui atender a pequena e Júlia esperou. E esperou. E dormiu. Quando voltei... chorei. E choro de lembrar. Porque eu queria ter estado ali ao lado dela quando os seus olhinhos pesaram e se renderam. Tenho medo da distância que minha filha possa tomar de mim. Tenho medo de perdê-la nesse caminho.

O pior é que nem sei se é ciúmes... se são os 6 anos... ou se é tudo isso junto e ao mesmo tempo!


O Anjo Mais Velho*
O Teatro Mágico

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar

tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
e o fim é belo incerto... depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar..

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar

tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
e o fim é belo incerto... depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar..

metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
e o fim é belo incerto... depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar..


*Ano passado a Júlia dormiu na escola com a turma dela. Foi a "formatura" deles, a despedida do Infantil... De manhã os pais fizeram uma apresentação para os filhos e a música que cantamos foi essa. Linda!! Chorei litros, claro!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Tempero caseiro

Acho super importante e saudável a família ter o hábito de se juntar à mesa durante as refeições. Ao menos uma refeição por dia. Esse é um ótimo momento para atualizar a conversa e falar um pouco da vida. Quando morava com minha mãe a refeição em família era o almoço. Sempre gostei!

Porém, com a rotina que temos aqui em casa raramente conseguimos nos juntar para comer. Quando chego com as meninas cuido para que elas se alimentem. Preparo algo para Júlia e saco o peitão para Joana. Eu, geralmente, como mais tarde... depois que Joaninha dorme. E mais tarde ainda come Juan...

Hoje a turma toda chegou junto e eu aproveitei para arrumar a mesa. Tomamos uma sopinha de legumes acompanhada de torradinhas deliciosas! Fiquei tão feliz de estar ali com minha família!!

- Meus amores, precisamos dar um jeitinho de comermos juntos ao menos 2 vezes na semana, né?! É tão bom que parece que a comida fica ainda mais gostosa!! (Eu não me aguentando de tanta alegria!)

- Mãe, é que a gente é o tempero... (Júlia com a boca toda suja de sopa!)

Simplesmente AMO!

sábado, 25 de junho de 2011

A decisão de agora

Nos tempos de faculdade eu tinha um professor que era fenomenal. Ele era aquele tipo de professor ou ame ou odeie. Eu amava. Mas amava porque as aulas dele mexiam comigo lá no fundo da alma. No último semestre da faculdade ele lecionou Teoria da Decisão... só o nome da matéria já me intrigava. E minhas expectativas se confirmaram fazendo com que minha experiência universitária terminasse com chave de ouro. Foi com ele que aprendi que "a 'realidade' é uma distinção do observador" e "observador é o ser que observa - eu, você, todos nós". Entenda distinções por aquilo que nos diferencia do outro, "são o conjunto de elementos que o observador utiliza para movimentar sua consciência e que lhe dão a identidade particular e única de ser que atua de modo peculiar". Ou seja, nós construímos a nossa própria realidade. E era nesse ponto que eu ficava atordoada. Porque essa constatação fazia com que a responsabilidade de tudo na minha vida recaísse sobre minhas mãos. Caberia a mim - e somente a mim - a escolha (a decisão nada mais é que uma escolha) de ser feliz ou não. Entre tantas outras escolhas...

Imagem daqui

Tá... interessante! Mas qual a finalidade desse papo cabeça? Bom, é que eu consegui entender no nível racional muito bem esses conceitos. Entendo e concordo. Mas tenho uma dificuldade sobre-humana de introjetar isso na minha vida. Continuo atribuindo a outras pessoas (principalmente ao marido) funções meramente minhas. Isso traz muito ruído às relações. Continuo criando expectativas em torno de coisas - e pessoas - aparentemente apenas para preparar o terreno da frustração e poder me deliciar com um entusiasmado "eu disse" para mim mesma. Já dizia o tal professor que "construímos visões de futuro sobre as coisas porque temos necessidade de projetar no futuro realizações que nos deem a sensação de sucesso ou de algum tipo de emoção positiva que não estamos tendo no presente". Ah! O dia que eu conseguir concentrar minhas energias apenas para o agora vou, enfim, perceber tudo que tenho de fato. Tenho concentrado esforços para transformar a minha realidade apenas com uma mudança de foco. Deixando o futuro para o tempo que ainda virá. Porque eu escolho a paz, a tranquilidade, a comunhão, a felicidade e o amor.

*Super indico o livro COACHING ONTOLÓGICO: A Teoria da Decisão escrito por Homero Reis (o professor) e publicado pela editora Thesaurus. Interessou? Compra aqui.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sobre fraldas e lenços

Há dias tenho tentado vir aqui e falar de assuntos sérios... quero falar de comunicação. Comunicação entre marido e mulher, comunicação entre pais e filhos. Quero falar do impacto da comunicação no comportamento das pessoas. Das crianças, principalmente. Quero falar das dificuldade que ando encontrando para me comunicar com as pessoas que amo. Quero falar do comportamento da minha filha mais velha. Quero falar de pontes e de muros. Quero falar de distância. Quero falar de casamento e do meu marido. Quero falar de namoro e de romance. Ou da falta disso em nossas vidas. Quero falar do sono. Quero falar do meu bebê. São tantos assuntos e tantos desejos e eu, simplesmente, não consigo falar sobre nada. Então resolvi falar sobre fraldas e lenços.

Tenho feito uma pesquisa intensa sobre fraldas laváveis e pretendo logo logo passar a usá-las. Mas... enquanto o bolso não permite que eu invista nessa vontade continuo com as descartáveis. Sempre usei Pamper`s Total Confort e Turma da Mônica Soft Touch. Ultimamente estava até mais satisfeita com a segunda. Não sei porque, vaza menos à noite. Semana passada vi nas prateleiras do supermercado a Turma da Mônica Soft Touch MAX. Resolvi experimentar e virei fã! Tenho usado desde então e ainda não vazou! Fica a dica... 




Outro produto que tenho adorado são os lenços umedecidos da Johnson`s. Eles são menos molhados e o de pacote amarelo tem um cheirinho beeeem suave. Eu sempre usei os da Huggies... desde que Júlia era um bebê. Confesso que gostava muito deles por serem mais grossinhos e, principalmente, por causa da tampa. Aquela tampa conquistou meu coração! Adoro! Então juntei tesoura e cola quente e criei o lenço perfeito para mim!!



*A propaganda foi gratuita, mas se alguém quiser me pagar por ela é só entrar em contato!! :-P

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A catapora e a minha sombra

UMA VISÃO DIFERENTE DAS DOENÇAS MAIS FREQUENTES NA PRIMEIRA INFÂNCIA

Assim como os adultos precisam da doença para materializar e compreender com maior exatidão seus desequilíbrios, os bebês e as crianças pequenas também funcionam como espelho da desarmonia dos adultos com os quais estão em fusão. O corpo se constitui em uma abertura emocional e espiritual tal que permite manifestar as partes da sombra da mãe que ela esteja disposta a alçar à sua própria consciência.

Diante das doenças, os seres humanos só tem perguntas, e não é meu propósito fazer crer que disponho de uma arsenal de respostas. Ao contrário, minha proposta é gerar cada vez mais perguntas. O corpo da criança é uma grande oportunidade, uma vez que a preocupação com o bem-estar dos filhos pode nos ajudar a ampliar nosso sistema de crenças e a procurar um pouco mais além e, sobretudo, a não considerar definitiva nenhuma resposta, por mais acertada que pareça.

Procurando respostas para as doenças ou manifestações incômodas das crianças pequenas, farei uma abordagem com uma progressão definida:
1. Verificar se as necessidades básicas das crianças estão atendidas (refiro-me ao contato corporal adequado com a mãe ou a figura materna, à fusão emocional, à alimentação adequada, ao olhar voltado à sua especificidade de ser humano pequeno, ao respeito pelos seus ritmos de sono e vigília, ao calor humano, ao nível de felicidade em seu entorno etc.). É muito importante não perder de vista que o básico é prioritário. Não podemos falar de felicidade se há fome, uma vez que, com o afã de encontrar a sombra da mãe na angústia de uma criança, esquecemo-nos de começar pelo mais simples.
2. Busca da sombra da mãe. Isto é usualmente possível com apoio externo, ou seja, com a assistência de uma elaboração terapêutica de qualquer tipo (introspecção, meditação, técnicas corporais, conversas com amigos etc.). Estamos nos referindo à sombra, ou seja, àquilo que não está no alcance da vista. É muita prepotência acreditar que só de pensar estaremos em condições de resolver nossos conflitos presentes ou passados. As mulheres que se transformam em mães a se sentir onipotentes e, portanto, muito espertas. Se fosse tão óbvio assim, não teríamos precisado relegá-los à sombra.
3. Nos casos das crianças maiores de 2 anos, às vezes deparamos com o início da constituição de sua própria sombra. Paralelamente à estruturação do eu separado aparece também seu eu oculto, partes da sombra que se referem à sua própria e individual experiência. Além disso, as crianças com mais de 2 anos manifestam, às vezes, parte da sombra do pai ou de outra pessoa com quem iniciam uma relação afetiva importante.
4. Há outro aspecto da sombra da mãe que é ativado com o nascimento dos filhos e costumo chamar de "a mãe interior que nos habita". Sobre esse tema, também falaremos mais adiante.

Em linhas gerais, podemos afirmar que buscar a saúde da criança pequena equivale a liberá-la da sombra de sua mãe. Para isso, é indispensável que as mães comecem a se questionar com maior humildade, em vez de relatar comodamente as doenças de seus filhos, como se fossem fatos alheios a seu próprio entendimento emocional.

Grifo meu


+++

Dois dias após ler esse trecho do livro (e ficar verdadeiramente incomodada com a reflexão proposta) tenho o diagnóstico. Júlia e Joana estão com catapora. Resultado: pelo menos uma semana de repouso e quarentena. Curiosíssimo não?! Eu que andava me arrastando, eu que estava pedindo quase que diariamente que o relógio parasse, eu que andava triste por ter pouco tempo de qualidade com a Júlia (perceber a carência dela e não conseguir supri-la me corrói por dentro), eu que queria "lamber" mais o meu bebê. 

terça-feira, 14 de junho de 2011

O lado bom da culpa

Imagem daqui
As mães e a culpa andam de mãos dadas. Mas isso não é novidade. Já cansei de ver mães reclamando da tal culpa. Não deve ter um blog sequer escrito por uma mãe sem o item "culpa" na nuvem de marcadores. Já cansei de chorar a culpa.

A culpa me faz mais questionadora. Exemplo. Se eu grito com minha filha logo me sinto culpada por não conseguir me comunicar com ela de uma maneira eficaz. Então a culpa (que, aliás, é um sentimento horrível... ardido, angustiante) me faz lembrar que eficiência na comunicação com crianças envolve muita disposição, criatividade e paciência. Acontece que ao final do dia eu estou com a carga arriada de cada um desses itens. Claro que as noites mal dormidas contribuem (MUITO) para isso, claro que as frustrações profissionais contribuem para isso, claro que as necessidades pessoais (geralmente jogadas em segundo, terceiro, quarto, quinto... plano) não atendidas contribuem para isso. Não fosse pela culpa todos esses fatos se tornariam justificativas aceitáveis para a minha incapacidade de me comunicar com minha filha naquele momento. E, antes que a primeira voz se levante para me lembrar que eu sou um ser humano antes de ser mãe, já digo logo... Júlia é um ser humano antes de ser filha. As atitudes "intoleráveis" dela que me fizeram recorrer ao grito também podem ser justificadas por um dia difícil na escola em que uma amiguinha a esnobou ou uma tarefa complicada que a fez se sentir inferior ou um olhar da mãe para a irmã que a fez se sentir menos amada. Crianças também tem dificuldades e dores. São diferentes, mas tão intensas para os pequenos quanto é intenso para nós a conta não sair do vermelho. 

A culpa é o que me faz saber que não agi da melhor maneira possível. Sem ela eu estaria cheia de razão. 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Vê se cresce...

Hora do banho da Júlia e a minha fala de sempre:
- Filha, capricha na perereca e no bumbum!
- Mãe, você não consegue MESMO falar vagina, né?!

Toma... :-/

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Uso de celular traz riscos para nossa saúde!

Na última terça-feira (31), a Organização Mundial de Saúde (OMS) surpreendeu o mundo ao anunciar pela primeira vez, desde que pesquisas neste sentido começaram a ser feitas, que o uso de aparelho celular pode aumentar o risco de câncer.
A notícia causou estranheza, pois, anteriormente a OMS havia garantido que o uso de celulares não oferecia nenhum risco à saúde. Uma equipe formada por 31 cientistas de 14 países, no entanto, tomou a decisão de revisar estudos sobre a segurança desses aparelhos.
O grupo acabou descobrindo evidências suficientes para classificar a exposição pessoal como "possivelmente cancerígena para humanos". Na verdade, até o momento, não há pesquisas satisfatórias para esclarecer se a radiação de celulares é segura.
O neurologista e chefe do Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, nos Estados Unidos, Keith Black, disse à CNN (canal de TV norte-americano) que a radiação do celular “cozinha o cérebro” e que, a longo prazo, o uso do aparelho pode acarretar o desenvolvimento de tumores. Além disso, pode estar ligado a uma série de outros efeitos, como a disfunção de memória cognitiva, já que os lobos de memória temporal ficam na região de contato dos celulares com nosso corpo.
A Agência Europeia de Meio Ambiente solicitou a realização de novos estudos, afirmando que os celulares podem ser um risco à saúde pública como a fumaça, o amianto e a gasolina com chumbo. Em contrapartida, a indústria de telefonia celular afirma que não há provas conclusivas de que a radiação dos aparelhos cause impacto sobre a saúde dos usuários.

**Recebi essa notícia de uma corretora de planos de saúde "Aliança Administradora".**

Mês passado já havia recebido um comunicado do Dr.Edison Saraiva que alertava para o mesmo perigo. 

Alerta - Uso do celular I.jpg
Alerta - Uso do celular II.jpg
Alerta - Uso do celular III.jpg

Acho importante levarmos em consideração esses avisos e, principalmente, as recomendações para evitar os danos causados pelo celular. Usar fones de ouvido e não deixar crianças e bebês manusearem o aparelho são maneiras viáveis de controlar o efeito nocivo da radiação.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Pé de Nabo

Eu sempre tive uma cabeça meio vitrola... o tempo todo tem alguma música rondando meus pensamentos. Muitas vezes fico com uma música na memória porque ouvi em algum lugar, mas noutras vezes a música simplesmente vem. Quando é assim eu fico achando que a música tem algo a me dizer e corro para ver do que se trata. Pé de Nabo apareceu porque "desenterramos" o DVD do Palavra Cantada da Júlia. Joana curtiu à beça, batia palmas sem parar! E o Pé de Nabo ficou... na minha cabeça... um, dois, três dias... resolvi olhar a letra e... APAIXONEI! Não é linda?!

E eu entendi direitinho o que o Pé de Nabo tinha pra me dizer...




Pé de Nabo
Palavra Cantada

Ser assim é uma delícia
Desse jeito como eu sou
De outro jeito da preguiça
Sou assim pronto e acabou

A comida de costume
Como bem e não regulo
Mas tem sempre alguns legumes
Que eu não sei como eu engulo

Brincadeira, choradeira,
Pra quem vive uma vida inteira
Mentirinha, falsidade,
Pra quem vive só pela metade

Quando alguém me desaponta
Paro tudo e dou um tempo
Dali a pouco eu me dou conta
Que ninguém é cem por cento

Seja um príncipe ou um sapo
Seja um bicho ou uma pessoa
Até mesmo um pé de nabo
Tem alguma coisa boa

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mamaço Nacional - nós fomos!!

Ontem marcamos presença no Mamaço que aconteceu no Parque Olhos D`Água. Foi uma delícia conhecer tantas famílias! E foi ainda mais especial conhecer algumas pessoas que já "conhecia" virtualmente. O tempo colaborou e o fim de tarde foi lindo! Fofocamos muito, as crianças brincaram bastante (Juju nem queria ir embora!) e os bebês mamaram até!! Sucesso!


Eu, Luíza, Gisele e Paloma 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Mamaço Nacional: Brasília tá dentro!

A ideia do Mamaço começou depois do episódio ocorrido em março com uma mãe que foi proibida de amamentar num espaço cultural de uma instituição privada em São Paulo, depois teve o caso da mãe que teve suas fotos de amamentação confundidas com nudez pelos "filtros" de uma rede social...

Muito tem se discutido desde então sobre exposição de mamilos, uso de paninhos, pudores, sacar las tetas e sair andando... tem defensor pra todo tipo de teoria. E tem quem fala muita besteira em rede nacional (Lola mandou muito bem!).

Sou do time que amamenta em qualquer lugar, mas respeito quem se incomoda... podem desviar o olhar, podem sair de perto de mim... não vou me magoar!

Laura Gutman diz que "Se recordarmos que o leite materno não é apenas alimento, mas, sobretudo, amor, comunicação, apoio, presença, abrigo, calor, palavra, sentido, acharemos absurdo negar o peito porque 'não precisa', 'já comeu' ou 'é manha'." E achamos absurdo negar o peito porque não estamos em casa.

Então, o Mamaço é um ato em prol do amor, da comunicação, do apoio, da presença, do abrigo, do calor, da palavra, do sentido... várias cidades vão se unir por essa causa no próximo domingo (05/06 - Dia Mundial do Meio Ambiente) e Brasília tá dentro!

Imagem do Google

O encontro entre mães, bebês e simpatizantes vai acontecer no Parque Olhos D'Água e a concentração será no gramadão atrás da Administração, às 15h30.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Eu sou mais fera do que bela...

Eu sou brava. Acho que desde bebê... Tem gente o marido que chama de mimo, tem gente que chama de estresse. A Júlia diz que sou chata. Mas acho que sou fera.

*Abre parênteses* Esse blá-blá-blá todo me fez lembrar uma época em que eu era meio mala com os estudos... e os professores todos sabiam disso. Tinha um em especial que sabia me levar, sabia conduzir minha atenção para a aula. Enfim, uma vez ele fez a turma inteira cantar "Fafá é fera, Fafá é fera que eu sei" num coro ritimado, batendo palmas e dando soquinhos nas carteiras. Como ele era do tipo popular todo mundo o seguiu e eu paguei o maior mico! Tudo porque eu não queria ler um trecho do texto que ele estava lendo pra turma... bem, fechei a cara e li o texto. Brava. *Fecha parênteses*

Eu sou brava, mas não me orgulho disso. Minha mãe costumava dizer que eu sou contagiante. Na alegria e na irritação. Isso faz de mim instável. Moody. Sou assim mesmo. Nos últimos dias tenho estado pior... tenho estado triste também. E me culpo por isso. Eu sou brava, instável e eternamente culpada. Tenho tido pouco tempo... pouco tempo para ler, pouco tempo para dormir, pouco tempo para namorar, pouco tempo para brincar, pouco tempo para assistir qualquer coisa na tv, pouco tempo para passear na internet, pouco tempo para escrever, pouco tempo para cuidar de mim, pouco tempo para curtir minhas amigas, pouco tempo para conversar com meu marido, pouco tempo... pouco tempo... Eu sou brava, instável, eternamente culpada e reclamona. Nossa, eu sempre tenho tempo para reclamar. E aí que algumas histórias, algumas pessoas, alguns fatos, alguns casos mexem comigo. Às vezes percebo um vazio no meu sofrimento e realizo que eu sou brava, instável, eternamente culpada, reclamona e egoísta. E aí peço licença... porque a Júlia tem razão. Quando eu escuto tudo isso peço licença para parar de pensar. Porque eu sou chata. Cruzes!!!