sábado, 25 de junho de 2011

A decisão de agora

Nos tempos de faculdade eu tinha um professor que era fenomenal. Ele era aquele tipo de professor ou ame ou odeie. Eu amava. Mas amava porque as aulas dele mexiam comigo lá no fundo da alma. No último semestre da faculdade ele lecionou Teoria da Decisão... só o nome da matéria já me intrigava. E minhas expectativas se confirmaram fazendo com que minha experiência universitária terminasse com chave de ouro. Foi com ele que aprendi que "a 'realidade' é uma distinção do observador" e "observador é o ser que observa - eu, você, todos nós". Entenda distinções por aquilo que nos diferencia do outro, "são o conjunto de elementos que o observador utiliza para movimentar sua consciência e que lhe dão a identidade particular e única de ser que atua de modo peculiar". Ou seja, nós construímos a nossa própria realidade. E era nesse ponto que eu ficava atordoada. Porque essa constatação fazia com que a responsabilidade de tudo na minha vida recaísse sobre minhas mãos. Caberia a mim - e somente a mim - a escolha (a decisão nada mais é que uma escolha) de ser feliz ou não. Entre tantas outras escolhas...

Imagem daqui

Tá... interessante! Mas qual a finalidade desse papo cabeça? Bom, é que eu consegui entender no nível racional muito bem esses conceitos. Entendo e concordo. Mas tenho uma dificuldade sobre-humana de introjetar isso na minha vida. Continuo atribuindo a outras pessoas (principalmente ao marido) funções meramente minhas. Isso traz muito ruído às relações. Continuo criando expectativas em torno de coisas - e pessoas - aparentemente apenas para preparar o terreno da frustração e poder me deliciar com um entusiasmado "eu disse" para mim mesma. Já dizia o tal professor que "construímos visões de futuro sobre as coisas porque temos necessidade de projetar no futuro realizações que nos deem a sensação de sucesso ou de algum tipo de emoção positiva que não estamos tendo no presente". Ah! O dia que eu conseguir concentrar minhas energias apenas para o agora vou, enfim, perceber tudo que tenho de fato. Tenho concentrado esforços para transformar a minha realidade apenas com uma mudança de foco. Deixando o futuro para o tempo que ainda virá. Porque eu escolho a paz, a tranquilidade, a comunhão, a felicidade e o amor.

*Super indico o livro COACHING ONTOLÓGICO: A Teoria da Decisão escrito por Homero Reis (o professor) e publicado pela editora Thesaurus. Interessou? Compra aqui.

8 comentários:

Sabrina Ândrea disse...

OI Fabiana, diante de todos estes fatos, que eu concordo, o melhor mesmo é concentrar as energias e expectativas no "aqui e agora "...isso eu já aprendi, rsrs... mas ainda não consegui deixar de criar expectativas quanto ás pessoas, isso pode ser uma espécie de auto defesa ou uma vontade de que tudo aconteça como eu gostaria que acontecesse... aí me dou mal !!!
Todos estes sentimentos descritos aí acima... são super normais, sejam eles conscientes ou inconscientes !!!!

Gostei de ler isso, pois nos faz parar e pensar um pouquinho exatamente neste ponto !!!!

Abração !!!! E bom início de semana !!!

Ana disse...

Acredito que realmente é uma questão de escolha, que só depende de nós.
Mas como é dificil né?
Mais fácil esperar que o outro faça, que o outro tenha a responsabilidade de traçar um futuro melhor. Ou que nossa felicidade esteja diretamente dependente das atitudes do outro.
Uma vez ouvi alguém explicar pq alguns só sonham e outros tornam o sonho em realidade.
É que um passa o presente sonhando, e o outro passa o presente projetando e executando para realizar o sonho e tem sua vida focada nisso.
Foco é uma coisa mais dificil do que a gente imagina. Sempre a coisas pelo caminho que faz a gente desviar o pensamento, as energias.
Uma otima semana para vc!
Bjs

Chris Ferreira disse...

Oi Fabiana,
fiz um treinamento chamado insight que lidou muito bem com a questão da escolha ser nossa. Para mim isso foi ótimo, passei a ter a certeza de que as rédeas da minha vida estão nas minhas mãos. Uma sensação de liberdade indescritível.
Adorei o seu post e seu papo cabeça.

Obrigada pelo comentário no blog.

beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Roteiro Baby Brasilia disse...

Jau! Amei esse texto e amei ter lido isso ligo numa manha dexsegunda feira! Inspirados e providencial!

Nave Mamãe disse...

Adorei o texto!
Super concordo com tudo!
Devia ser cadeira obrigatória no ensino fundamental essa... Tanta gente que coloca a culpa de sua infelicidade nas mãos de outros...
Enfim, amei!
Parabéns!

Grace disse...

Flor...pois olha, que direi...rsrsrsrsr...
Ah, obrigada por suas visitas la no blog!!!
ehehehe
Beijosss

Cin disse...

Esse texto me lembrou de uma frase que procuro (nem sempre com sucesso) usar como lema de vida: "Ninguém poderá te fazer infeliz, sem o teu próprio consentimento".
Mas confesso que seria bem melhor não sabermos nada disso e continuarmos responsabilizando os outros e não nós mesmas pelas nossas frustrações.
Otimo texto, como sempre.
Bjos!
PS: Experimentei a fralda do post anterior e estou adorando, realmente nao vaza. Valeu a dica!

Roteiro Baby Brasilia disse...

Jau! Amei esse texto e amei ter lido isso ligo numa manha dexsegunda feira! Inspirados e providencial!