quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Filhos


"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder ? Como ? Não é nosso, recordam-se ? Foi apenas um empréstimo. "

José Saramago


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Último Romance

Amor,

Ontem fez 3 anos que ganhei meu último primeiro beijo! O primeiro tem sempre um algo a mais, né?! Como se a vontade tivesse ficado ali guardada (desde os 12 anos??)... esperando a hora chegar. Imagina você a importância que não tem o último primeiro beijo. Lembro de cada sensação... do frio daquela madrugada... do tanto que conversamos... do "altruísmo"... do abraço de urso... do calor no cangote. E o beijo! Aquela noite se fechava pra mim.

Dali em diante quanta água já rolou... não é mesmo?! Quanta provação... quanta cobrança da vida pra que a gente cresça.

Hoje, você sabe, olho pro nosso amor e sei o quanto ele ainda tem que amadurecer, mas... vamos juntos?! Afinal, ainda nos resta muito trabalho a fazer.



Último Romance

Los Hermanos


Eu encontrei quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
Antes um mês e eu já não sei

 
E até quem me vê lendo o jornal
Na fila do pão, sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequeno*

 
Ah vai!
Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
Afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia eu levo essa casa numa sacola

 
Eu encontrei e quis duvidar
Tanto clichê deve não ser
Você me falou pr'eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor

 
E só de te ver eu penso em trocar
A minha TV num jeito de te levar
A qualquer lugar que você queira
E ir onde o vento for
Que pra nós dois
Sair de casa já é se aventurar

 
Ah vai, me diz o que é o sossego
Que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
Eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar


*letra adaptada quanto ao gênero

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Conversando sobre Infância na Escola e na Clínica

Recebi semana passada um e-mail de divulgação de um curso que me pareceu bem interessante!


Curso: Conversando sobre Infância na Escola e na Clínica.
Data: 24.09.2011.

Horário: Das 08:00 às 17:00h.

Local:
UnB - Centro de Excelência em Turismo (Campus Universitário Darcy Ribeiro - Gleba A, Nódulo E, Asa Norte - Brasília - DF).

Público-Alvo:
Pais, Professores, Psicólogos, Cuidadores, Profissionais e Estudantes de diferentes áreas.

Objetivo Geral:
Discutir, vivenciar e refletir o contexto das ações interdisciplinares propiciando a interlocução dos saberes como instrumento do fazer clínico e pedagógico, sobre a infância no espaço escolar e clínico.

Conteúdo

Matutino
(08:00 às 12:00h)
Abertura: Breve histórico sobre a Clínica.

1) Mesa Redonda (TDAH)
a) Conversando sobre TDAH, com a Pedagoga Divaneth Lima;
b) TDAH e Interação Sensorial, com a Terapeuta Ocupacional Deidmaia Lima.

2) Mesa Redonda (Homofobia e Sexualidade)
a) Sexualidade e Infância, com o Psicólogo Dr. Alexandre Marques;
b) Homofobia e as Configurações Familiares, com a Profª. Dra. Elizabeth Zambrano.

Vespertino (13:30 às 17:00h)
Oficinas:
Espaço Interdisciplinar e a Infância: A Clínica e a Escola
- Relato de experiência;
- Oficina do lúdico.
Com as profissionais: Clinaura Maria de Lima (Psicóloga - CRP 01/10467), Giselda B. Jordão de Carvalho (Psicóloga), Samara Moreira da Costa (Fisioterapeuta - CREFITO 11/3681-f) e Bruna Machado (Fisioterapeuta - CREFITO 120719-f).

Cronograma
Evento
Horários
Profissionais
Temas
Abertura
08:15h às 08:45h
Verônica Dickman
História da Clínica 
Mesa Redonda (TDAH)
08:50h às 09:15h
Divaneth Lima
Conversando sobre TDAH
Mesa Redonda (TDAH)
08:10h às 09:30h
Deidmaia Lima
TDAH e Interação Sensorial
Mesa Redonda (TDAH)
09:30h às 09:40h
Público
Debate
Coffe-Break
09:40h às 10:00h


Mesa Redonda (Homofobia e Sexualidade)
10:00h às 10:25h
Dra. Elizabeth Zambrano
Homofobia e as Configurações
Familiares
Mesa Redonda (Homofobia)
10:25h às 11:00h
Alexandre Marques
Sexualidade e Infância
Mesa Redonda (Homofobia)
11:00h às 11:15h
Público
Debate
Almoço
12:00h às 13:50h


Oficinas:
Espaço Interdisciplinar e a
Infância: A Clínica e a Escola
13:50h às 15:15h
Giselda e Clinaura Lima
- Relato de Experiência;
- Oficina do Lúdico.
Coffe-Break
15:15h às 15:25h


Oficinas:
Espaço Interdisciplinar e a
Infância: A Clínica e a Escola
15:25h às 17:00h
Samara Costa e Bruna Machado
- Relato de Experiência;
- Oficina do Lúdico.

Investimento:
Valores
Inscrições até 30.08.2011
De 01.09.2011 à 18.09.2011
De 19.09.2011 à 24.09.2011
Acadêmicos
R$ 125,00
R$ 140,00
R$ 170,00
Profissionais, Pais e Interessados
R$ 135,00
R$ 150,00
R$ 170,00

Certificado de Participação
Ao final do evento será oferecido Certificado de Participação, constando a temática e a carga-horária do evento.

Inscrições

Para melhor lhe atender, disponibilizamos a Ficha de Inscrição em dois formatos: versão Word e versão PDF. Para ambas as versões proceda da seguinte forma:

1) Escolha a versão que melhor lhe convier;
2) Faça o donwload da versão escolhida;
3) Preencha todos os campos da Ficha de Inscrição;
4) Efetue o pagamento correspondente;
5) Envie a Ficha de Inscrição, juntamente com o comprovante de pagamento, para:
- Envio por e-mail: inscricoes@saudeclinicasintegradas.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
- Envio por fax: (61) 35678012
- Pelos Correios, ou pessoalmente, para o endereço: SGAS 915 Bl. “C”, Sala 202 - Brasília-DF CEP: 70390-150.

Para maiores informações:
secretaria@saudeclinicasintegradas.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , ou pelo telefone 4101-0712.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

"É fácil reclamar do que nos falta, quando não se está disposto a fazer diferença com o que se tem."

Tem certas palavras que mexem comigo. Essas palavras fortes podem vir de diversos lugares... pode ser de uma amiga, da minha mãe, pode ser de um blog, de um livro, palavras de criança, de professor...

O título desse post foi escrito por um professor dos tempos de faculdade. Já falei dele por aqui, lembra?! Esse trecho mexeu comigo. Palavras poderosas. Então resolvi trazê-lo (com os devidos créditos e, se preferirem, o original pode ser encontrado aqui) para compartilhar com vocês! Espero que gostem!!

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Direto do túnel do tempo
Homero Reis - Especial para o Admite-se

 

"Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via a dez anos atrás,
Quantos você ainda vê todo dia,
Quantos você já não encontra mais.
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar ..."


Estes versos iniciam uma música de Oswaldo Montenegro, chamada A Lista – recomendo escutá-la. Música de reflexão para estimular conversas. Alguns a acham depressiva, outros melancólica ou apenas poética. Do meu jeito de ver, acho-a uma excelente contribuição à aprendizagem e ao autodesenvolvimento. É música para se pensar a própria história.

 

Há dez anos, eu estava com quarenta e seis anos, pesava cento e vinte quilos, o diabetes e tudo o mais na saúde estava descontrolado, a capacidade aeróbica era menor do que os cinco primeiros degraus de qualquer escada, a perspectiva de qualidade de vida era sofrível, todos os meus três filhos moravam comigo, a empresa estava deixando de ser minha para ser maior do que eu. Hoje, ao escrever este texto, estou com cinquenta e seis anos: a saúde está em ordem, todas as taxas equilibradas. Peso: oitenta e seis quilos com treze por cento de gordura, corro a meia maratona quase todas as semanas, meus filhos estão todos casados, tenho três netos, a empresa vai muito bem, estou namorando novamente minha esposa e tenho grandes planos para os próximos dez anos. Quanta coisa aconteceu. Amigos mudaram; uns se foram, outros vieram, coisas impensáveis passaram a fazer parte da rotina, perspectivas nunca tidas viraram possibilidades, o mundo ficou menor e menos complicado. Tudo em dez anos. A pergunta é inevitável: o que é que se pode aprender com isso?

 

Em toda história há algo de ingovernabilidade; coisas sobre as quais não se tem nenhum domínio e sobre as quais não há o que fazer. Tragédias ocorrem em todo lugar e sem aviso prévio. Em 2011, o Japão foi vítima de um tsunami e de um terremoto; no Brasil, em Teresópolis (RJ), ocorre um desastre sem precedentes por causa das chuvas e das quedas de barreiras; milhares de pessoas tiveram suas vidas radicalmente modificadas. Expectativas, esperanças, planos para o futuro, sonhos, relacionamentos e tudo o mais, foram definitivamente colocados sob outra perspectiva. Certamente, as pessoas e os países vítimas dessas e de outras ocorrências semelhantes, jamais serão os mesmos.

 

A questão se coloca da seguinte forma: não somos imunes às ingovernabilidades, mas o modo como reagimos a elas faz toda a diferença. Existem coisas que não podemos evitar porque elas simplesmente acontecem. Mas podemos encará-las como espaços de aprendizagem e de superação.

 

Outro aspecto importante da música do Oswaldo é a avaliação que somos levados a fazer sobre nós mesmos. No decurso da vida as coisas vão acontecendo, algumas ingovernáveis, como já vimos; outras, no entanto, estão ligadas diretamente ao nível de consciência que temos de nossos desejos. Será que quero mesmo as coisas que digo querer? Por exemplo: será que quero mesmo passar naquele concurso, perder aqueles quilos a mais, parar de fumar, fazer alguma atividade física, ter uma qualidade de vida melhor, etc.? Quando nos defrontamos com nossos desejos, precisamos também nos confrontar com o custo que é realizá-los. Isto implica em fazer escolhas, nem sempre fáceis, que exigem de nós firmeza, persistência e determinação. Alguns dizem que isso é muito sofrido. Pode ser. Mas esforço sem objetivo é sofrimento masoquista. Esforço com objetivo leva à superação.

 

É fácil reclamar do que nos falta, quando não se está disposto a fazer diferença com o que se tem. Conheço muita gente que teve (e tem) acesso a tudo o que é necessário para a construção de uma vida cheia de significado, útil e prazerosa. No entanto, não foi capaz de mover-se em direção alguma, e hoje reclama da sorte, ressente-se e resigna-se com uma vida medíocre. Uma vida significativa é fruto de um mover-se efetivo e não dádiva da sorte.

 

Na década de noventa, escrevi um livro sobre técnicas gerenciais. Produção pequena, quase caseira. Meus alunos da época tiveram acesso a ele e o usamos para as aulas de Teoria da Decisão. Mais recentemente, vinte anos depois, ao fazer uma palestra, um aluno propôs um tema e quis saber minha opinião sobre ele. Discordei com veemência, quando fui surpreendido com uma réplica baseada numa frase do meu livro de então. Houve risos na platéia e a expectativa de um certo desconforto. Ledo engano. Afirmei para aquele aluno que, na data em que o livro fora escrito, eu concordava plenamente com o tema; agora, vinte anos depois, mudei, as circunstâncias mudaram e o tema também. Muitas coisas que eu criei há dez anos, hoje não me fazem o menor sentido; muitas verdades absolutas, então ditas e defendidas como oráculo, hoje revelam a infantilidade e a ingenuidade daqueles tempos. As coisas que cremos hoje são úteis para os nossos dias, mas não podem nos cegar quanto às possibilidades do futuro. Devemos nos manter ancorados na rocha, mas atentos ao compasso dos tempos. Continuo eu mesmo, mas diferente. Só os tolos têm medo das mudanças.

 

A ingovernabilidade é uma ocorrência que não dominamos; a avaliação é uma habilidade vencedora; força, determinação e persistência, atitudes diferenciais; a mudança, um movimento inevitável; a coragem de se comprometer com o sonho que se deseja é mola mestra que nos impulsiona ao futuro desejável. Não transfira responsabilidade, vença a preguiça, seja focado no seu sonho, peça ajuda, tenha amigos que você admira, mantenha-se perto dos que fazem, compartilhe, participe e comprometa-se. Esta é a lição que tenho aprendido nos últimos dez anos.

 

Reflitam em paz!

Abraços

Homero Reis


Imagem retirada daqui









Para ler, reler e ler de novo... viu, Fabiana??!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Stay Hungry, Stay Foolish!



O trecho do discurso (vale a pena ver inteiro!) que mais me tocou foi:

"Seu tempo é limitado, então não o perca vivendo a vida de outra pessoa. Não caia na armadilha do dogma - que é viver com os resultados do pensamento de outra pessoa. Não deixe o ruído da opinião alheia sufocar a sua voz interior. E mais importante, tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário.
.
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Mantenha-se ávido; mas não se leve tão a sério."

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Mãe é tudo chata!

Ouvi essa do marido no final de semana e revoltei. Mas revoltei tanto que fiquei calada. Pra uma pessoa como eu* ficar calada é sinal de indignação. Muita dela.

*Explico. Eu sou aquela figurinha impulsiva que não leva desaforo pra casa e fala um monte de besteira sem pensar pra depois fazer - pela milionésima vez - papel de anta desbocada arrependida. Isso com o homem que reside na minha casa, tá?!*

Poxa, mãe tem seus argumentos. Tá, podemos ser chatas - às vezes - como todo ser humano! Mas daí a rotular dessa maneira, como se nunca fossemos legais, doeu. Afinal, não sou legal quando acordo cedo porque o bebê acordou e vou pra sala deixando a porta dos quartos encostadas pra ninguém mais ter de acordar? Não sou legal quando lavo a louça toda, coloco roupa pra bater na máquina, passo um pano pra tirar a poeira da casa e brinco com as crianças #tudojuntoeaomesmotempo sem pedir ajuda ou atrapalhar quem está deitado no sofá assistindo tv? Não sou legal quando lembro de compromissos e ajudo a memória do restante da família anotando tudo na porta da geladeira? Não sou legal quando ajudo com projetos que não são meus e dou o sangue e corro atrás fazendo o que posso pelo sucesso? Não sou legal quando levo criança pra natação, volto, dou banho, alimento e levo pra escola? Não sou legal quando lembro a data de pagar as contas? Não sou legal quando faço compras? Não sou legal quando busco as crianças na escola, dou banho, alimento e coloco pra dormir #todososdias? 

Imagem retirada daqui

Definitivamente não sou legal quando o modo reclamona está ligado (e eu ando muito assim ultimamente), mas pqp.... chato é ter ouvido pra escutar certas coisas!!!

Quero colo e férias. :-(

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Gentileza chega em último lugar

Agradeço o apoio no post da festa! De nada adianta eu ficar choramingando agora. Fato. Vou tomar decisões mais pensadas acertadas para o que ainda falta resolver e tratar de ser feliz! Obrigada!!


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Todos os dias é a mesma coisa. Dirijo de casa até a escola das meninas, depois até o meu trabalho... às vezes faço algum trabalho na rua, busco as meninas na escola e dirijo até minha casa. Todos os dias é a mesma coisa. Gente mal educada no trânsito. O que faz as pessoas acharem que estão competindo umas com as outras só porque se vêem atrás de um volante??!!!


Imagem retirada do Google Images

Fico ainda mais triste com essa realidade quando vejo o futuro sendo levado no banco de trás de um asno desses. Porque a única forma das pessoas se tornarem mais gentis é com a educação. E o que estão esses "pilotos" transmitindo a essas crianças?!


Imagem retirada do Google Images
Refletindo sobre isso, voltei o dedo para mim e decidi. A partir de hoje vou mostrar para minha filha enquanto dirijo os momentos em que cedo minha vez numa via (pra quem conhece as tesourinhas de Brasília sabe que ceder é necessário para que o trânsito flua, mas nem todo mundo tem essa "visão"), os momentos em que desacelero e sinalizo para que um pedestre atravesse saindo de uma situação de risco (outro dia vi uma grávida com uma criança de menos de 5 anos parados no meio da pista por uns 3 minutos... ela só conseguiu atravessar quando o sinal fechou. Absuuuuurdo!!), os momentos em que páro na faixa de pedestre (ainda bem que moro numa cidade modelo nesse aspecto #orgulho, mas ainda tem muuuuuuuito infeliz que não respeita) e os outros tantos momentos em que ajo corretamente no trânsito. Até porque eu quase nunca faço besteira...

Eu já expliquei pra ela diversas vezes momentos em que outras pessoas erraram (porque geralmente eu me assusto ou falo um micro palavrão e ela pergunta "o que foi, mãe?")... mas acho que sinalizar o positivo fará com que ela internalize melhor o que é para ser levado para a vida.

Recebi um e-mail da minha mãe que contava a história do Ponto Negro. Já ouviu?! Resumindo até a moral da história... a gente tende a ver só os pontos negros na nossa vida e nunca toda a página em branco que está em volta. Acho que na educação pensar positivamente é mais eficaz.

Crianças aprendem mesmo com o exemplo, com o modelo... mudar o meu foco para o que é bom, valorizando os aspectos positivos da vida, curtindo o tudo de bom que temos e deixar de cultivar tanto mimimi para que minhas filhas sejam mulheres realizadas independente da condição financeira, do marido, do chefe, dos sonhos... é uma mudança pra lá de motivadora!!

PS: Explico. Eu sou uma figura meio pessimista, negativista, complicada, tensa, ansiosa..........


Imagem retirada do Google Images
Mas aí, voltando ao trânsito..., será que eu vou me tornar uma mãe muito chata com esses papos por nossa estrada afora? Será que basta fazer o certo para ensinar? Alguma outra ideia?! Como você faz por aí?

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Tuí

Imagem retirada do Google Images
Eu tenho uma conta no Twitter desde sei lá quando... acontece que nunca consegui me virar muito bem com o negócio! Burrice ou preguiça?! Escolha você...

Demorei pra entender a utilidade e ainda não entendi como usar direito.

Mas todo mundo - TODO O MUNDO - faz isso o dia inteiro... e já enjoei da invejinha dazamiga se referindo a diálogos iniciados no tal mundo do passarinho do qual não pertenço. Pertenço. Mas não pertenço.

Enfim, resolvi assumir minha "topeirice", largar o medo do bicho e ver o que rola de verdade por lá.

Quer me encontrar?! @fabi_alvim

Ei, você que 'tuita' o dia inteiro!! Faz favor de deixar umas dicas (tem alguma dica pra usar isso?!) aí nos comentários, tá?!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A festa do desperdício

O que a gente faz depois de uma decisão mal tomada sem direito a voltar atrás?!

Júlia e Joana são de dezembro e outubro, respectivamente. Daí surgiu a ideia de comemorar os aniversários em uma festa entre um e outro, novembro. Seria uma forma de economizar!

Buffet contratado, decoração parcialmente acertada, outras coisas para finalizar, muito dinheiro gasto, mais um pouco ainda por gastar e..................................


Imagem retirada do Google Images
 Que valor é esse que estou transmitindo às minhas filhas? Qual a real NECESSIDADE disso tudo? Cadê a aplicação do consumo consciente em nosso cotidiano? Sustentabilidade? Oi?!

Sabe quando a gente sai para uma caminhada meio na louca? Sem óculos de sol, sem protetor solar, sem boné ou chapéu, sem água, sem companhia... e, de repente, se vê quilômetros de casa... sem energia pra voltar... sem sentido? (Mais ou menos como esse exemplo?!!)

Assim estou me sentindo...

Queria voltar atrás, cancelar tudo e fazer uma festa como fez a Pri - Mãe de Duas (sempre fonte de inspiração, aliás). Festa no parque com direito a toalhas coloridas, natureza ao alcance das mãos, comidinhas de piquenique, brisa no rosto, correria sem fim e muito brilho nos olhos da criançada!

Deprimi...

A festa desse ano vai ser linda, vai ser alegre, vai ter muita gente querida e coisas gostosas. Mas vai rolar desperdício. Muito desperdício. Desperdício de dinheiro, desperdício de comida... e o maior deles... desperdicei mais uma oportunidade de mostrar pra minhas filhas que o simples também pode ser mágico!

Lembra da primeira pergunta?!
Resposta: A gente aprende... e daqui pra frente faz tudo diferente!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

10 meses

"Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão 
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá..."
Ainda Bem - Vanessa da Mata



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Sumiço e preconceito

Eu estou enrolada com minhas visitas diárias... tem uns 4 dias que não consigo tempo para sentar e fazer minhas leituras! E aí já viu, né?! Tô atrasada pra caramba!

Mas hoje, depois de uma passadinha no blog da Paloma, dei um jeitinho de correr aqui pra indicar a leitura do post "Casa, sim!". Ela retrata um diálogo com a filha sobre casamento homossexual e fiquei chocada com alguns comentários (anônimos, claro!) deixados no blog dela. Não pelo preconceito em si... porque esse a gente se depara a todo instante (até eu me policio para não soltar frases "engraçadinhas", às vezes), mas fiquei surpresa com o ódio. De onde vem esse ódio? Não entendo... não sinto... não aceito.

Tratei de conversar com minha filha:

-Júlia, homem com mulher casa?

-Casa. (ela respondeu com um olhar questionador de aonde você quer chegar com esse papo nada a ver?rs)

-E homem com homem ou mulher com mulher casa?

-Não.

-Casa sim, Ju!

-Mas, mãe, isso é estranho...

-Estranho porquê, filha?!

-Se duas mulheres vão se casar... quem vai se vestir de noiva???!

E aí a conversa seguiu divertida com a gente trocando ideias de como resolver o problema da roupa... afinal, esse é o único problema, certo?!

Imagem retirada do Google Images

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dente Por Dente

"Dona Fadinha do Dente, essa noite me traga um presente,
Faça chuva ou faça vento não me desaponte,
Eu não aguento!
Gritou, deitou e dormiu.
A fada veio, mas ele não viu.
No dia seguinte o mar amanheceu mais calmo,
O capitão assobiava no convés.
E onde estava o dente o menino banguela achou uma caixinha bonitinha
Amarrada com fitinha, advinha o que é que tinha dentro dela?"

Júlia perdeu semana passada seu 4º dente de leite. Engraçado vivenciar fases tão diferentes... Joana esperando pra ganhar (nenhum até hoje!) e Júlia perdendo por aí. Por aí não, porque eu guardo. Quem tira é sempre a enfermeira da escola - a quem peguei o hábito de chamar por Fadinha (auto-eplicativo, não?!). Eis que ontem Juju, antes de dormir, pediu que eu colocasse o dente debaixo de seu travasseiro depois que ela pegasse no sono para ver o que a fada traria.

Já disse por aqui que curto manter vivas as fantasias infantis. Acho que não custa nada permitir e estimular que nossos filhos tenham uma visão mais mágica do mundo pelo tempo que for possível. Eu só não podia esperar o que estava por vir às 2h da madrugada...

Eu fui dormir acabada, capotei assistindo a um filme que o marido assistiu praticamente todo sozinho  e acordei no susto com a Júlia me chamando porque Joana estava acordada e berrando a um tempão. Milagrosamente (eu tô devendo o post "O sono [2]"), a pequena tinha feito um sonão de 20h às 2h. E foi nessa hora que Ju chamou. Levantei, peguei o bebê e ela me perguntou se eu tinha lembrado de colocar o dente debaixo do travesseiro. Disse que sim (não coloquei o dente, mas lembrei dos R$2,00) e ao voltar pra cama ela achou o dinheirinho que a fada do dente deixou! Ficou feliz e impressionada e....... apavorada!

Aí essa mãe que estava exausta - e doida pro neném terminar a mamada e dormir mais um sonão - ainda teve que lidar com o choro de medo da mais velha. "Lidar" não seria bem a palavra já que eu quase falei pra criança que não tinha fada nenhuma e que o dinheiro podia voltar pra minha carteira se ela quisesse!! Se o marido não tivesse assumido o controle da situação a louca aqui teria acabado com tudo! E o arrependimento ia me acompanhar até a morte.

Enfim, quando acordamos Júlia não demonstrava sequelas do trauma sofrido com a mãe descompensada na madrugada (eu que sempre apresento sequelas do sono mal não dormido) e veio toda feliz me mostrando a nota com a mancha rosa do pozinho da fada!

"É que ela coloca o dinheiro no meio da asa, mãe... lembra do filme??! Aí caiu o pó mágico aqui e ficou a marca!! Olha só!!!"

E a marca estava lá... e rosa! Não poderia ter sido mais perfeito.


A nota com a mancha do pozinho mágico

O medo passou e a magia ainda está por lá! Adoro!




A Paloma certa vez indicou o cd "O Elefante e a Joaninha" do Hélio Ziskind, indicou e sorteou (mas eu não ganhei... :-/ ). Quando vi o cd numa loja não hesitei em comprar e AMEI! Já sei cantar todas as músicas e o cd não sai mais do som do carro!! Dente por Dente é a faixa 12 e a música que inspirou o título do post de hoje. Valeu a indicação, Paloma! Aliás... sempre sou feliz com suas dicas! Obrigada!!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Mais sobre as fraldas laváveis

As primeiras 24 horas com as fraldas laváveis foram um sucesso! Mas nas primeiras 24 horas o bebê só suja as fraldas, né?! Depois que vem o esfrega! E o que eu tenho pra contar sobre isso?? Só boas notícias!

As fraldas laváveis me surpreenderam em todos os sentidos! Eu comprei 18 fraldas pensando em lavá-las num intervalo de 2 dias. E o cálculo não poderia ter sido mais perfeito tá eu tive ajuda, confesso! A cada 9 fraldas usadas, uma lavada. 

O varal agora vive assim...
Eu tenho colocado as fraldas sujas num saco de tecido tipo pano de chão que também vai para a máquina a cada lavada das fraldas. Ele é todo furadinho e achei bom para "respirar" as fraldas úmidas de xixi. Quando a fralda só tem xixi não tem mistérios... tirou, trocou, vai pro saco. Quando a fralda é de cocô eu jogo o cocô no vaso sanitário (eu já fazia isso com as descartáveis para as lixeiras não federem tanto) e dou uma esfregadinha rápida (juro!) com água fria e sabão de coco para o tecido não ficar manchado. Detalhe: com a primeira fralda de cocô eu não dei essa esfregada no recheio e até hoje não consegui tirar a machinha que ficou nele. Dicas?! Mas aprendi! Esfrega na hora e joga no saco pra lavar na máquina depois. Pronto, só isso! Na máquina eu não coloco amaciante, porque não pode. E lavo com sabão de coco... que eu já usava nas roupinhas da Joana. Meu trabalho doméstico não aumentou. Dar uma esfregadinha de 1 minuto na fralda não me cansa em nada. E a minha contribuição para o meio ambiente é tão significante que faço sorrindo!!

E ainda são lindas!
Posso dizer o único defeito que constatei? São mais volumosas! Mas eu já sabia, já tinham me avisado. É realmente o meu único porém...

Por dentro e por fora
Posso dizer minha maior surpresa? Elas não vazam!!! Ainda não tive um episódio sequer de vazamento... e eu não aumentei em nada as trocas de fralda. Uso como as descartáveis. As toalhinhas de recheio são de uma capacidade de absorção incrível! E a camada sempre seca fica sempre seca!! Então o bumbum do bebê fica protegido da umidade.

Recheios - Imagem retirada daqui
Vale dizer que minha filha não apresentou mais vermelhidão... que era comum com as fraldas descartáveis e eu tenho utilizado apenas talco nas trocas.

Enfim, o investimento mais do que valeu a pena! Só fico triste de não ter comprado antes. Super indico!!

*A experiência relatada foi feita apenas com fraldas da marca bumgenius.