segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Homework


Imagem retirada daqui




Júlia sempre foi meio nerd's. Hoje isso tem um sentido bem diferente pra mim do que quando eu era alvo de rotulações como essa. Já cheguei a falar aqui sobre como somos diferentes nesse aspecto. Tenho um orgulho danado dela gostar da escola, querer aprender mais e mais.

Só que de uns tempos pra cá tenho percebido algumas alterações nela. A tarefa de casa está mais puxada e ela tem tido muita dificuldade. Aí ela tem ficado com preguiça... espera que eu dê as respostas. Nesses momentos ela faz EXATAMENTE como eu fazia!

A professora já comentou que ela se distrai fácil e que algumas tantas vezes fica pra trás nas tarefas de sala. É conversadeira a menina e já teve que mudar de lugar para conseguir terminar seus exercícios. So like me...

Confesso que tenho estado ansiosa diante dessa mudança. É como se eu tivesse certeza que, por ser diferente de mim, ela não enfrentaria os problemas que tive. Agora já não caminho com essa fé e sinto um certo despreparo meu para orientá-la. Vejo minha criança atuando e não a mãe que me tornei.

Tenho pensado no que fazer para ajudá-la e percebi algumas falhas minhas. Ela não tem uma rotina de tarefa. Preciso definir horário e local para que ela faça a tarefa de casa todos os dias na mesma hora e no mesmo lugar. Além disso, imagino que a dificuldade dela possa ser um mecanismo para me aproximar. Se ela diz que não consegue e fica com postura derrotista, eu chamo atenção, exijo postura e concentração. Certamente será melhor que eu dê esse olhar de que ela precisa sentando junto e transmitindo confiança/segurança. Minha impaciência faz com que eu não fique muito disponível nesse momento.

Alguém já passou por isso? Como é a hora da tarefa por aí?!

7 comentários:

Daniele Brito disse...

Fabi, é uma situação tão delicada, né? Sem querer nos projetamos e projetamos neles as nossas esperanças, nossos sonhos e desejos. Quando aconteceu isso com a Bia, juro que eu ficava angustiada demais. Cheguei até a cobrar...depois, conversando com outras amigas que, por sinal, são professoras elas me pediram pra deixar correr solto um pouco.
A rotina de tarefas sim é muito importante, mas não devemos cobrar demais, sabe? como se o futuro dela dependesse disso. Elas são CRIANÇAS e como toda criança querem brincar.

Outra coisa que me angustiava muito era que a Bia até o começo desse ano, não queria ler. Nenhum livro a atraía por mais de 5 min, não conseguia terminar uma leitura. Fiquei mal...imaginando o que teria feito de errado e me culpando, até que li um post da Ivana - Coisa de Mãe, onde ela falava que até os 8 anos as crianças não conseguem se prender tanto numa leitura e isso é ABSOLUTAMENTE normal. Nossa, foi libertador. A fase passou e hoje ela lê um livro atrás do outro. Sem cobranças.

Espero que vc ache a melhor saída pra vc e sua ´pequena.
Só não se culpe, promete?

Beijo

Maravilhosomundodasmaes disse...

Que lindas suas filhotas!
Com certeza a hora da tarefa é difícil, porque afinal é muito mais legal brincar do que fazer dever de casa. Mas, com rotina e horários tudo se encaixa e dá certo. E muiiiiiiiiiiiiiita paciência da mãe...
Beijos!
Ingrid
http://www.maravilhosomundodasmaes.blogspot.com/

Karen disse...

Fabi, minhas filhas ainda não vão pra escola, mas tenho algumas dicas do meu tempo de professora rsrsrsrs.
O que você já listou é com certeza super importante: um horário e um local fixo para fazer as tarefas, de preferência em um lugar calmo, onde ela se sente bem confortável, sem barulho e distração (nem da irmã mais nova!). Veja se ela já está bem descansada (converse com ela quando ela pode brincar, se antes ou depois da tarefa, mas não deixe a tarefa muito pro final do dia, é melhor que tudo seja feito até umas 5, 6 horas da tarde no máximo) e alimentada. Vocês também podem combinar quando você vai ajudá-la: se só no final, quando tudo estiver resolvido (também é importante deixar alguns errinhos para que a professora veja onde estão as dificuldades!) ou se durante a execução da mesma. Uma coisa que costuma motivar é fazer com que a criança comece a tarefa fazendo um exercício mais fácil, para "aquecer" e depois partir para os mais difíceis.

Beijo,
Karen
http://multiplicado-por-dois.blogspot.com/

Dani Garbellini disse...

Difícil para mim opinar, afinal, educação infantil é bem diferente, né?
Mas sábado eu participei de um encontro sobre escolas, além de várias experiências que conheço então, o que vem a seguir é palpite total, ok?
Não dúvido de sua projeção e mesmo necessidade de organizar melhor a rotina, mas sua filha não tem sequer 7 anos, o que estão cobrando dela é legal, necessário? Será que uma criança nessa idade deveria ser obrigada a ficar sentada fazendo tarefas na escola e mais outras em casa? Todas crianças dessa idade estão prontas para isso? Será que a pedagogia escolhida combina com ela?
Depois do encontro que comentei, sai pensando que escolhemos a escola por nossos ideais e afinidades, mas deveríamos escolher pela afinidade e jeito de ser de cada filho...
Beijos!

thais rosa disse...

caramba... cada fase um desafio, né? nunca tinha pensado ainda nessa questão das tarefas... 
mas achei sua auto-análise perfeita. e concordo tb com a dani: será que não tá over pra ela, e isso tá fazendo ela se desinteressar? pq, vamos combinar, o que mais tem por aí são escolas e professores prontinhos pra destruir o interesse genuíno das crianças (como era o caso da sua filhota) pelo aprendizado. Acho que vale ver se não tá rolando algo assim, antes de jogar toda a culpa nas próprias costas,
beijoca e depois conta o desenrolar pra gente.
thaís

Camí Espíndola disse...

Meu bebê tem só 2 meses e 12 dias, maaaaaas, eu assisto a Supernanny britânica TODOS OS DIAS! HAHAHAHAHHAHAHA Ela defende isso, sabe? Criar uma rotina, colocar a criança pra fazer as tarefas em um lugar e numa hora, todos os dias. E sempreee coloca os pais juntos, pra compartilharem desse momento! :))

Beeeijos

Marusia disse...

Oi, Fabi,
a hora da tarefa pode ser tensa, às vezes. Não são só as crianças, acho que todo mundo preferiria fazer o que gosta e o que é mais fácil. Não curto quando sinto que eles estão "encostando", ou fazendo sem capricho. Mas aprendi uma coisa maravilhosa com minha mãe (que foi professora): ao máximo, deixe que a criança faça o dever sozinha. Por várias razões: isso a obriga a prestar atenção na aula, porque sabe que em casa não terá "reforço";  ela exercita a autonomia; se a gente faz por ela ou corrige, a professora jamais vai saber que ela está tendo dificuldades.
A escola às vezes manda "dever pros pais", ou seja, tarefas que a criança sozinha não faria. Penso que o objetivo é integrar a família no processo, mas então não pode ter tensão, né? Nesses casos, tento incluí-los no maior número de coisas possível. No mais, deixo que eles façam tudo o que conseguem e só intervenho nas dúvidas mais cabeludas.
Mas te digo, não é fácil mesmo não... :)
Beijos,
Marusia