terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Desabafo: Péssimo atendimento na Papelaria Glória da 710 norte

Eu não sou do tipo barraqueira que arma rebuliço por coisa a toa. Quem me conhece sabe. Mas hoje passei tanta chateação na Papelaria Glória da 710 norte que gostaria de compartilhar meu ressentimento e fazer com que ninguém mais passe pelo que passei por lá.

Fiz a encomenda de uns livros para minha filha mais velha lá. No ato da encomenda perguntei se poderia efetuar o pagamento de R$437,00 na entrega e fui informada que não. Nada mais me disseram, fiz meu cadastro, meu pedido e o pagamento em cartão de débito. 

Quando os livros chegaram recebi uma ligação de um funcionário que também avisou que eu precisaria arcar com mais R$18,80 por conta de um reajuste no valor de um dos livros. Avisei que não estava de acordo, pois não tinha sido informada dessa possibilidade no ato da encomenda e pedi que informasse à gerência que eu iria questionar essa cobrança. 

No mesmo dia busquei parte dos livros, inclusive o que teve o valor reajustado, mas teria de retornar para buscar um outro da lista que ficou faltando. Ele nada mencionou a respeito da diferença de R$18,80. Acreditei que ele já tinha levado a questão à gerencia, informado do próprio erro e que o problema estava resolvido.

Hoje, novamente recebi uma ligação informando que o livro faltoso havia chegado. Ao buscar, porém, fui surpreendida com a cobrança. Pedi para falar com a gerência. Uma senhora pouco amistosa chegou me questionando "O que foi?". Ela é a dona do estabelecimento. Com muita calma expliquei que não havia sido informada no ato da encomenda da possibilidade de um reajuste no valor pago. Ela falou que os funcionários são instruídos a informar e que por não ganhar nada com a venda desses livros (será que nem uma comissãozinha??) que eu não poderia levar o material sem efetuar o pagamento, porque "a papelaria não pode pagar para você". Repeti que não fui informada e que apenas por conta disso estava questionando a cobrança. Ela perguntou ao funcionário que me atendeu se ele havia informado e o rapaz respondeu que sim - na minha frente! Fiquei chocada e olhando nos olhos dele perguntei se ele tinha coragem de afirmar que me avisou dessa possibilidade no ato da encomenda: "Sim, a senhora não deve se recordar". Ela disse que se eu não efetuasse o pagamento da diferença que esse valor seria descontado do funcionário. Eu falei que isso era terrorismo e que eu não queria prejudicar ninguém, apenas não concordava com a cobrança (por não ter sido informada antes). A senhora pegou o livro que eu iria levar e disse que me daria o dinheiro daquele livro de volta e que eu poderia comprá-lo em outro lugar. Expliquei que o livro que teve o reajuste não era aquele e que eu já tinha levado o tal livro para casa, mas ela foi incapaz de me escutar. Pegou o valor referente ao livro e me devolveu. Eu fui embora achando essa transação meio estranha, mas certa de que eu não teria um gasto maior do que os R$437,00 que eu havia desembolsado.

Agora há pouco recebo uma ligação dessa senhora. Ela percebeu que a diferença dos R$18,80 continuava nas mãos dela e que eu só tinha deixado de levar o outro livro (eu também só entendi o "estranhamento" da transação nesse momento). Ela pediu que eu levasse o outro livro (o que teve o reajuste) pra ela. Eu informei que poderia levar, mas que o livro estava com o nome da minha filha. Ela então veio dizer - novamente - que se eu não pagasse os R$18,80 que o funcionário que só ganha um salário e rala o dia inteiro teria de arcar com isso. Que isso ficaria na minha consciência. Disse também que vê o funcionário informar a todos os clientes que existe a possibilidade desse reajuste, que não haveria razão para eu não ter sido informada. Ou seja, ela acreditou no funcionário e eu sai da história como uma mesquinha mentirosa.

Eu nunca tive tanto desprazer num atendimento quanto nesse caso. Eu já trabalhei com comércio, sei o quanto é duro. Conheço os dois lados da moeda. O lado do dono (meu pai manteve uma agência de viagens por 22 anos) e o lado do funcionário (fui funcionária do meu pai por mais de 3 anos). Com a experiência que tenho sei que essa cobrança - por eu não ter sido informada da possibilidade no ato da encomenda - é totalmente irregular e é direito meu escolher pagar ou não. Como também sei que é escolha da dona da papelaria descontar do salário do funcionário ou não. O funcionário é responsabilidade da empresa e às vezes falha. Quando isso ocorre a empresa tem que segurar as pontas. Meu pai sempre agiu assim e já teve que cobrir diferenças muito maiores que R$18,80 e nunca precisou apelar para o terrorismo que essa senhora fez. 

Ainda deixei a dica para a senhora dona da papelaria que essa informação deveria ser dada por escrito para que os clientes possam assinar confirmando a ciência. Se o funcionário tivesse pedido desculpas pela falha e a dona falasse comigo que foi um equívoco realmente eu JURO que pagaria a diferença sem pensar duas vezes. Eu apenas estava questionado a cobrança... em momento algum disse que não ia pagar de jeito nenhum. Mas eu fui acusada de mentirosa. Onde foi parar a máxima "o cliente tem sempre razão"?

Desculpem-me por estar usando esse espaço para desabafar, mas achei um absurdo toda essa situação. E de quebra queria fazer esse alarde para que ninguém passe por isso também. Não recomendo a Papelaria Glória da 710 norte. 

Um comentário:

Kelly Resende disse...

Oi Fabiana, que situação! O atendimento da responsável só fez piorar tudo, que mal educada! Aliás aqui em Brasília tem cada comércio que não sei como sobrevive.
Beijos