quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sobre trabalho, medo, filhas e Deus

Finalizei essa semana a entrega dos meus documentos para a qualificação no concurso em que fui convocada. Foi um período tenso, pois há um prazo de 10 dias úteis para a apresentação de toda documentação (que envolve certidões negativas de todos os tipos e alguns exames). Enfim, deu tudo certo no final, mas tive uns contratempos no caminho. Certo dia, cansada de tantos imprevistos e estressada com o prazo que estava chegando ao fim, chorei. Na verdade, desabei. E aí, num desses momentos em que a gente questiona Deus, lancei em voz alta uma reclamação... algo tipo "Por que tudo tem de ser tão difícil sempre??". A minha diarista, que é uma querida de muito tempo,  me viu crescer e acompanhou todas as minhas aventuras  sempre com uma discrição incrível, falou: "Que graça teria a vida se não fosse assim, não é mesmo?". É mesmo! A sensação de superar desafios e dar conta do recado é o que me move... 

Ontem recebi a notícia de que minhas "férias" terminam no dia 14/05. Senti um misto de alegria e preocupação. Muito feliz, mas com um friozinho na barriga pelo novo que chega. Estou sem trabalhar desde dezembro passado, mas trabalhava na empresa da família, então quando as meninas adoeciam eu tinha liberdade para estar com elas. Essa regalia não me será concedida. Mães que trabalham fora... como lidar? Isso é o que mais tem me tirado o sono. Talvez porque Joana está em meio a uma virose chata que já rendeu uma febre de mais de 3 dias. Tentei um encaixe na pediatra hoje, mas não consegui... talvez amanhã. Assim que começar a trabalhar as crianças ficarão 3 horas a mais na escola, portanto semana que vem começo uma adaptação a esse novo horário. Acho que será tranquilo... Joana ama a escola, só precisa conhecer as professoras que estarão com ela pela manhã. Júlia está achando o máximo chegar mais cedo! Meu coração aperta apenas em pensar nas tantas vezes em que elas adoeceram ano passado. Reza forte para que nesse ano elas estejam mais fortes!

Esse concurso foi um enorme presente em minha vida. Aliás, para a família toda! Poderei me organizar e tomar posse das minhas finanças aos poucos. Sinto-me extremamente grata por essa convocação ter saído, mas vira-e-mexe me pego pensando se eu não tivesse sido chamada... o que seria de mim depois que as parcelas do seguro-desemprego acabassem? Eu não tinha um plano B para pagar as minhas contas. Sabia que continuaria estudando, mas isso seria um fruto para o futuro. Do que viveria agora? Aí, curiosamente, hoje cedinho recebi uma ligação de uma empresa oferecendo uma vaga. Agradeci a oportunidade para a moça e depois agradeci a Deus pela resposta à minha dúvida. Eu estaria cuidada... de uma forma ou de outra.


Imagem retirada do Google

2 comentários:

Dani Garbellini disse...

Fabi, sobre sua dúvida de mãe trabalhadora x filho doente.
Bom, começando que você será funcionária pública, então precisa ver se tem alguma vantagem no seu estatudo.
Eu, por exemplo, tenho direito a licença saúde de até 60 dias para acompanhar familiar.
Mas nem sempre dá para apresentar atestado (que precisa ser aprovado pelo médico do trabalho). Daí a gente tem que dar uns pulos e ter com quem deixar também.
Semana passada, por exemplo, Arthur só foi à escola na segunda feira. Eu peguei atestado para dois dias, um dia ficou com meu marido e outro na casa da minha mãe.
Mas olha, é um horror ter que ir trabalhar com o filho doente. Ou ter que mandá-lo para a escola às vezes num dia que eu sei que ele até poderia ir, mas seria bem melhor ficar em casa.
E no final ainda agradeço por ser privilegiada e ter direito a licença para ficar com meu filho, coisa que a maioria da população não tem.

Mas fica tranquila, a mudança às vezes é difícil, mas vai dar tudo certo.

Beijo!

Lia disse...

Fabi, fico muito feliz que você esteja sentindo esse cuidado divino.
Sobre crianças, doenças e trabalho: você tem direito a licença para acompanhar pessoa doente na família que dependa de você - filhos, pais, etc. Para tanto, você vai cadastrar as meninas no RH do seu órgão (se elas não tiverem CPF ainda, faça). Quando elas adoecerem, o atestado delas é o suficiente para que você possa se afastar.
O problema é só a perícia. Se eu não me engano, mais de três dias corridos ou 5 dias acumulados em um período de um ano vão pra perícia. É no executivo que você vai entrar? Mas, enfim, vai-se pra perícia, fazer o quê? É chato, mas é um direito seu.
A grande vantagem de trabalhar quando se é mãe é que quando você fica doente, fica em casa vendo TV enquanto as meninas estão na escola... HAHAHHAA Mãe em tempo integral fica espirrando e pilotando o fogão.