terça-feira, 10 de julho de 2012

Mrs. Selfish

Já se pegou assim?
Caraca, eu ando me apercebendo muito mais egoísta que antes.
Na verdade, acredito que meu egoísmo em si não tenha mudado e, sim, a minha (auto) consciência.
Vou confessar. Sofro.

Imagem daqui

Sou dessas pessoas que já foram muito erradas. Muito bagunçadas.
Mas sou dessas pessoas que conseguiram se arrumar. Se organizar.
Agora preciso me controlar para não ser certinha demais.
Aliás, nem 8, nem 80 é algo que escuto há décadas. velha.

Sabe ex-fumante?
Geralmente, um indivíduo que consegue largar o fumo torna-se o ser mais intolerante da face da terra ao cigarro, fumaça e afins.
Bem, para completar eu sou ex-fumante.

Então que por ter me tornado perfeccionista eu diria que, hoje em dia, eu gostaria de ser...
bem... pode soar exagerado, mas é verdade... eu gostaria de ser... perfeita!
Perceber os meus erros e aceitar as minhas limitações são exercícios diários que valem por uma maratona.
É um jogo muito louco entre razão e emoção. Onde ganho quando o resultado dá empate.

Equilíbrio.

Seria interessante cobrar menos de mim mesma. 
Ou seria mais leve.

O fato é que tenho sido egoísta demais.

Se ao pensar, existo.
Ao perceber, mudo.




sábado, 7 de julho de 2012

O terceiro

Logo que Joana nasceu fiquei obcecada pela ideia de mais um filho. Acredito que toda aquela ocitocina correndo em minhas veias tenha contribuído para isso. Eu pensava muito em como seria a terceira gravidez, o terceiro parto, o terceiro bebê. Imaginava um menino, o Joaquim. É... o terceiro já tinha até nome. Questionava a hora certa de planejar o próximo. O que seria melhor? Uma diferença de idade menor ou um intervalo semelhante ao das meninas?

O tempo foi passando, Joana foi crescendo e, hoje, quase 2 anos depois vejo que eu estava num estado alterado de consciência mesmo!rs Por um lado é uma irresponsabilidade da minha pessoa pensar em colocar outra criança no mundo ainda sem ter condições financeiras de prover às primeiras duas o padrão de vida que desejo a elas. Por outro, quando eu pensava no bebê não realizava o fato de que ter outra criança envolveria começar tudo de novo! 

A gravidez nunca foi um bom momento para mim. Então, para ter o terceiro eu teria de engravidar de novo. Enjoar de novo, engordar de novo. E fico imaginando se eu não engordaria tanto assim, se não enjoaria tanto assim.

Os partos nunca foram como eu gostaria. Então, para ter o terceiro eu teria de tentar um parto normal de novo. Procurar um obstetra não cesarista de novo, acreditar nas conversas do médico de novo. E fico imaginando se eu não tivesse que apelar para a faca outra vez.

Minhas filhas nunca dormiram como eu gostaria. Então, para ter o terceiro eu teria de tentar ensinar um bebê a dormir a noite inteira de novo. E fico imaginando se o terceiro não tivesse problemas com o sono.

Não desejo mais o terceiro. Percebo que a vontade do de novo existia somente porque não querer significaria negar a possibilidade de vivenciar algum dia a gravidez perfeita, o parto perfeito, o filho perfeito.

Ando menos idealista. Graças!
Ando mais realista, mais pé no chão.

Eu já tenho a família perfeita.
Tenho um marido que me ama, filhas com saúde.

Desejo ser melhor pessoa, melhor mãe, melhor profissional. E isso já vai dar um trabalhão!

Out/2011